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Gestos de leitura no/do arquivo: efeitos de corpo e testemunho sobre violência (obs)tétrica

Processo: 16/20876-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Lucília Maria Abrahão e Sousa
Beneficiário:Aline Fernandes de Azevedo Bocchi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Análise do discurso   Testemunho

Resumo

Este projeto de pesquisa intenta mobilizar, discutir e problematizar o funcionamento discursivo de testemunhos produzidos a partir de experiências de violência, abuso e opressão no momento do parto ou a ele relacionadas. Amparada em um aporte teórico situado no entremeio dos campos da Psicanálise, dos Estudos Literários, das Teorias Feministas e Queer e, de forma preeminente, da Análise de Discurso, a proposta de pesquisa pretende oferecer um espaço para formulação e circulação de um dizer de violência, por meio da criação e implementação de um arquivo de relatos de partos traumáticos. O cerne do projeto consiste na ampliação de espaços de escuta para as palavras de mulheres cujos corpos foram subjugados por práticas médicas sexistas e mutiladoras, por meio da criação de um site que abrigará essas narrativas de violência. A coleta se dará por intermédio da organização Artemis, que assumirá o papel de facilitadora na relação com os sujeitos entrevistados. Dentre os objetivos específicos encontram-se: a) investigar modos de formulação da experiência traumática de violência obstétrica, narrativas testemunhais de sofrimento e dor que perfazem sentidos para a mulher, seu corpo e sua sexualidade; b) produzir uma reflexão sobre a forma com que corpo e fala/escrita se entrelaçam no discursivo testemunhal; c) discorrer sobre as políticas de esquecimento e silenciamento que organizam e dispõem sentidos para as mulheres, seus corpos e suas formas de parir; d) discorrer sobre o testemunho enquanto acontecimento que marca a passagem do trauma experimentado ao trauma nomeável; e) promover reflexões teóricas acerca da construção do arquivo, na relação com os gestos de autoria que ele possibilita, etc. Com a realização da pesquisa, pretende-se criar um espaço político de inscrição para a formulação e circulação de testemunhos de violência no parto, além de incrementar a função documental e jurídica do testemunho, através da montagem do arquivo, com efeitos que intentam a transformação social por meio da produção de memória. (AU)

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