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Análise de potenciais relacionados a eventos na orientação endógena da atenção a partir da variação da tarefa de orientação espacial da atenção

Processo: 16/16915-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 10 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 09 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Gilberto Fernando Xavier
Beneficiário:Elisa Mari Akagi Jordão
Supervisor no Exterior: George R. Mangun
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of California, Davis (UC Davis), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:14/22703-6 - Orientação endógena da atenção em humanos envolve processos automáticos e processos voluntários?, BP.DR
Assunto(s):Neurofisiologia   Cognição   Eletroencefalografia   Atenção automática

Resumo

Acredita-se que a orientação da atenção em humanos pode ocorrer de forma endógena, também denominada voluntária, ou de forma exógena, também denominada automática. Em tarefas visuo-espaciais da atenção, a orientação endógena da atenção é investigada utilizando pistas centrais (simbólicas). Acredita-se que o curso temporal da orientação endógena seja mais longo em relação ao curso da orientação exógena, pois requer diferentes processos como o controle voluntário de deslocamento atencional. Porém, estudos mostram que a orientação endógena da atenção a partir de pistas centrais ocorrem em tempos tão curtos quanto os da orientação exógena indicando que processos voluntários e automáticos estariam envolvidos na orientação endógena. Assim, pode-se questionar se o pareamento repetitivo da pista central preditiva com o alvo (80% das tentativas) representa uma forma de condicionamento clássico nessa tarefa, acarretando em orientação automática da atenção, porém sem controle voluntário. Para testar essa hipótese nós desenvolvemos uma variação da tarefa de Posner em que a associação entre pista e alvo é evitada. Para isso, inserimos um estímulo (chamado de âncora) entre a pista e o alvo que deve ser reportado ao final da tentativa. Assim, essa âncora seria um sinal temporal, de modo que o sujeito deve orientar sua atenção somente após sua apresentação, de forma genuinamente voluntária. Experimentos comportamentais estão sendo conduzidos para verificar os efeitos de orientação da atenção nessa tarefa. Porém, estudos comportamentais podem nem sempre revelar os processos envolvidos em funções cognitivas como atenção, pois padrões comportamentais similares podem ser produzidos por mecanismos neurais distintos. Dessa forma, diversos estudos utilizando análise de potenciais relacionados a eventos (ERP) a partir de registros de encefalograma (EEG) investigaram os mecanismos neurais subjacentes a orientação endógena da atenção. Diversos componentes evocados após a apresentação da pista e antes do aparecimento do alvo foram registrados consistentemente como o Early Directing Attention Negativity) (EDAN - após 200 ms da apresentação da pista), o Anterior Directing Attention Negativity (ADAN- após 300 ms da apresentação da pista), ambos relacionados a inicialização da orientação, e o Late Directing Attention Positivity (LDAP- após 500 ms da apresentação da pista) relacionado com atividade preparatória no córtex visual. Porém, poucos estudos investigaram os mecanismos neurais subjacentes ao processo automático na orientação endógena da atenção. Assim, pouco se sabe se os componentes observados em tarefas envolvendo orientação endógena estariam relacionados a processos realmente voluntários. O objetivo do presente estudo é investigar os componentes ERP correlatos aos processos de orientação voluntária da atenção utilizando a tarefa desenvolvida. Para isso, registros de EEG serão realizados em diferentes grupos submetidos à tarefa em que a associação pista-alvo é evitada (orientação voluntária) ou à tarefa em que a associação ocorre (orientação automática). Assim, comparações entre ERP relacionados com os processos de orientação nessas condições distintas indicariam variações dos mecanismos neurais quando a orientação voluntária ou automática é requerida. Espera-se que, no grupo com orientação voluntária, os componentes EDAN, ADAN e LDAP apresentem uma variação temporal em relação ao grupo com orientação automática. Isto é, esses componentes seriam observados em um intervalo de tempo mais longo após a apresentação da pista, pois os processos de orientação voluntária da atenção seriam mais lentos. Também, é possível que haja uma diferença de modulação do ADAN entre os grupos, pois este componente está relacionado com processos de controle frontal, uma região também relacionada com processos associativos. Assim, no grupo exposto à condição em que a associação pista-alvo é evitada poderia ser observado menor deflexão negativa desse componente. (AU)

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