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A morfologia no pensamento alemão, de Leibniz a Kant

Processo: 16/09000-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Pedro Paulo Garrido Pimenta
Beneficiário:Isabel Coelho Fragelli
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História natural

Resumo

A passagem do século XVII para o século XVIII é um momento muito particular para a história das ciências biológicas. Se não se pode dizer que a biologia tenha encontrado, aqui, as condições de sua verdadeira revolução científica (o que ocorrerá somente no século XIX, com Lamarck), é contudo inegável que o estudo dos seres vivos recebe uma atenção especial por parte dos naturalistas deste período. O contexto teórico-científico que aqui se produziu, marcado principalmente pelos conflitos entre as teses mecanicistas e organicistas, manifestou-se fortemente na filosofia moderna, na qual as investigações morfológicas estão associadas às mais diversas considerações sobre a teleologia natural. O significado da morfologia para a filosofia alemã evidencia-se já na obra de Leibniz, cuja teoria do organismo (construída a partir da crítica ao modelo mecanicista proposto por Descartes) possuiu uma ampla repercussão nos debates filosóficos e científicos da modernidade. No decorrer do século XVIII, o desenvolvimento do estudo das formas orgânicas foi costurado pelo diálogo entre a história natural e a filosofia, tendo alcançado, com a obra de Kant, o seu momento mais decisivo. Na Crítica do Juízo, ao reunir sob o mesmo princípio da faculdade de julgar tanto o juízo sobre as formas belas, quanto aquele sobre as formas orgânicas, Kant nos mostra que a morfologia permite uma articulação entre a estética e a biologia - articulação esta que também se faz presente nas concepções morfológicas de seus contemporâneos, tal como vemos, por exemplo, nas obras de Herder, de Goethe e de Schelling. Compreendendo-se, assim, o significado da morfologia para cada um dos autores a serem trabalhados neste projeto, veremos que ela oferece uma perspectiva muito interessante e enriquecedora para o estudo deste período da filosofia moderna alemã. (AU)

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