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Estudo funcional das vias de sinalização celular envolvidas na resposta imune do carrapato Amblyomma aureolatum contra a infecção por Rickettsia rickettsii

Processo: 16/19452-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 12 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Pesquisador responsável:Sirlei Daffre
Beneficiário:Fernanda Dornelas Florentino Silva
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26450-2 - Caracterização molecular das interações entre carrapatos, riquétsias e hospedeiros vertebrados, AP.TEM
Assunto(s):Imunologia   Artrópodes   Amblyomma aureolatum   Rickettsia rickettsii   Transdução de sinais   Resposta imune

Resumo

Rickettsia rickettsii é o agente etiológico da Febre Maculosa das Montanhas Rochosas (Rock Mountain Spotted Fever; RMSF), conhecida no Brasil como Febre Maculosa Brasileira (FMB). É uma Riquetsiose grave que acomete o homem e apresenta altas taxas de letalidade podendo chegar a 40%, sendo que a maior incidência ocorre na região Sudeste do país. A Rickettsia rickettsii é uma proteobactéria Gram-negativa intracelular obrigatória transmitida a seres humanos pela picada de diferentes espécies de carrapatos. Na América Central e na América do Sul, incluindo o Brasil, o carrapato Amblyomma cajennense, conhecido como carrapato-estrela, é o principal vetor. No Brasil, mais especificamente na região metropolitana do estado de São Paulo, o carrapato-amarelo-do-cão, Amblyomma aureolatum, também é reconhecido como vetor. A susceptibilidade dos carrapatos a infecções depende em grande parte da resposta imunológica que esses animais são capazes de desencadear quando infectados. Propomos neste projeto estudar o papel das vias de sinalização celular (Toll, ImD e JAK/STAT) envolvidas no controle da infecção de Rickettsia rickettsii no carrapato Amblyomma aureolatum. A escolha deste modelo deve-se à experiência que o nosso grupo adquiriu nos últimos anos, tanto na manutenção da colônia de carrapatos infectados, assim como nos estudos moleculares da interação Amblyomma-R. rickettsii. Apesar de apresentar importância médico-veterinária, econômica e de saúde pública, não existe uma vacina comercial eficiente para a prevenção da FMB, a riquetsiose mais severa que acomete o homem. Os resultados gerados por este trabalho ajudarão a compreender como as vias de sinalização do sistema imune controlam a infecção de R. rickettsii no carrapato A. aureolatum e assim delinear estratégias para o controle do patógeno, assim como do próprio carrapato. (AU)

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