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Conflito de interesse em underwriting de IPOs e governança corporativa em países emergentes

Processo: 16/06826-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de agosto de 2016
Vigência (Término): 14 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Administração
Pesquisador responsável:Antonio Gledson de Carvalho
Beneficiário:Antonio Gledson de Carvalho
Anfitrião: Joao Manuel Goncalves Amaro de Matos
Instituição-sede: Escola de Administração de Empresas (EAESP). Fundação Getúlio Vargas (FGV). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Universidade Nova de Lisboa, Portugal  
Assunto(s):Governança corporativa   Finanças

Resumo

Este projeto tem dois objetivos: 1) estudar o efeito de conflitos de interesse no underwriting e estabilização de preços em IPOs e 2) estudar governança corporativa (GC) em países emergente. CONFLITO DE INTERESSE: existe uma discussão sobre o potencial conflito de interesses subjacentes a bancos como fornecedores de capital e underwriters. Bancos podem distribuir títulos supervalorizados (overpricing/overpriced), prejudicando os investidores. Por outro lado, banco que fornece capital a uma empresa tem acesso a informações privadas, tornando-se um melhor underwriter de títulos e ações da empresa. Além do mais, a possível perda de reputação pode evitar o comportamento oportunista. A literatura sobre o tópico não é conclusiva.Conflito de interesse pode ser motivado por empréstimo (conflito-loan) ou capital próprio, quando o banco detém ações da empresa (conflito-equity). Conflito-loan tem sido extensivamente estudado, sem evidência de comportamento oportunista. Isto sugere que a perda potencial em reputação é suficiente para impedir oportunismo. Este resultado também pode derivar de dois fatores: incentivo relativamente fraco para superavaliar ativos quando há conflito-loan e a falta de oportunidade para camuflar a superavaliação no underwriting de títulos de dívida. Argumentamos que incentivos para comportamento oportunista podem ser mais fortes em conflito-equity do que em conflito-loan. O retorno que os bancos recebem em empréstimos não depende do preço dos títulos que seus clientes posteriormente emitem, enquanto o retorno sobre as ações depende. As oportunidades para disfarçar superavaliação são maiores na emissão de ações que títulos de dívida, pois o processo de estabilização dos preços em IPOs permite que o underwriter manipule preço no curto prazo. Nossa hipótese principal é que conflito-equity leva subscritores a superavaliar IPOs e usar a estabilização de preços para camuflá-la. Os estudos existentes sobre conflito-equity na emissão de IPOs não controlam os efeitos da estabilização de preços e não encontram evidências de conflitos de interesse. O Brasil constitui uma oportunidade para o estudo conflito de interesses no mercado de IPO. Muitas das empresas que fizeram IPO receberam empréstimos ou aporte acionário. Regulamento da estabilização dos preços também torna o Brasil propício para o estudo da estabilização dos preços em IPOs. Em primeiro lugar, informações sobre a estabilização é obrigatório. Em segundo lugar, todos os IPOs que ocorreram entre 2004 e 2008 tinha o mesmo período de estabilização (30 dias corridos), permitindo uma análise de retornos de preços no final do período de estabilização. GOVERNANÇA CORPORATIVA (GC): o objetivo deste projeto é melhorar a compreensão de como a GC afeta o valor de mercado das empresas e identificar os fatores que afetam as escolhas voluntárias sobre práticas de GC que as empresas fazem. Esses estudos serão realizados em abordagem comparativa com outros países emergentes (Coreia, Índia, Rússia e Turquia). A instituição pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Questionário de Referência em 2009 tornou obrigatória a publicação de informações que permitem a coleta de dados sistemática sobre práticas de GC para o universo das empresas de capital aberto. Isso permitiu coleta sobre as práticas de GC em 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014. Simultaneamente, a adoção das práticas contábeis internacionais em 2010 permitiu a coleta de um número maior de informações contábeis, financeiras e características das empresas. A combinação dessas duas mudanças motiva o corrente projeto, pois permite a aplicação de métodos de análise mais robustos e um maior número de variáveis de controle. (AU)

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