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Expressão artística dos alienados: a obra pioneira de Osório Cesar e sua importância para a Reforma psiquiátrica

Processo: 16/01729-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2016
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Silvio Yasui
Beneficiário:Giovanna Cristina Fogaça
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Políticas públicas de saúde   Saúde mental   Serviços de saúde mental   Reforma psiquiátrica   Produção artística   Loucura   Pesquisa bibliográfica   Tratamento documental   Século XX

Resumo

A atual Política de Saúde Mental oferta uma rede diversificada e complexa de ações e serviços. Em vários destes serviços, pode-se encontrar a utilização de atividades e expressões artísticas como uma importante ferramenta de intervenção terapêutica e produção de cuidado (Lima e Pelbart, 2007). Geralmente estas atividades são desenvolvidas em oficinas terapêuticas que são espaços encontrados em todos os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e fazem parte do rol de ofertas de tratamento no cotidiano destes serviços (Brasil, 2004). Além disso, há a utilização das atividades em oficinas de geração trabalho e renda, norteados pelos princípios e diretrizes da Economia Solidária (Lussi et all, 2011; Brasil, 2005). O uso da arte como recurso de tratamento não é uma inovação trazida pela Reforma Psiquiátrica. Desde a década de quarenta, Dra. Nise da Silveira, a partir de um posicionamento crítico e contrário aos métodos de tratamento utilizados à épocas (Gullar, 1996; Melo, 2009), já desenvolvia trabalhos com atividades artísticas com os pacientes do Hospital Psiquiátrico Pedro II, na cidade do Rio de Janeiro. Seu trabalho e suas obras são amplamente reconhecidos, com destaque internacional sendo referência para a Reforma Psiquiátrica (Frayze-Pereira, 2003). Embora valioso e fundamental, o trabalho de Nise não é pioneiro. Antes dela, no então nomeado Hospício de Alienados do Juquery, em São Paulo, Osório César, médico psiquiatra com relações com a arte paulistana das primeiras décadas do século XX, iniciou um trabalho de pesquisa articulando o ensino da arte como possibilidade de tratamento. Em 1929, publicou sua principal obra: Expressão Artística dos Alienados: Estudos dos Símbolos na Arte. Remeteu um exemplar a Sigmund Freud que lhe enviou uma carta, em que comentava sua satisfação pelo interesse do estudo da psicanálise no Brasil (Ferraz, 1998). Para Dalgalarrondo (2007) ele foi o primeiro estudioso a dedicar-se de forma sistemática e aprofundada à análise da arte produzida por doentes mentais. Osório César fez em São Paulo as primeiras junções entre a psiquiatria, arte e psicanálise. Contudo, a importância de sua obra é pouco pesquisada no contexto de sua contribuição como um dos pioneiros na utilização da arte como recurso terapêutico para pacientes psiquiátricos. A presente pesquisa buscará realizar uma revisão bibliográfica dos trabalhos realizados por Osório César no Hospital Psiquiátrico do Juquery nas primeiras décadas do século XX analisando a sua importância para a Reforma Psiquiátrica brasileira. Trata-se aqui de uma pesquisa documental de natureza qualitativa, utilizando-se de referencial bibliográfico e documental.

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