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Condomínios fechados, heterotopia e o processo de subjetivação no Brasil

Processo: 15/25915-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Eda Maria Góes
Beneficiário:Rafael Ignacio Estrada Mejía
Supervisor no Exterior: Carla Maria Guerron Montero
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Delaware (UD), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:14/18637-8 - Comunidades confinadas e autoconfinamento em cidades médias brasileiras: figuras contemporâneas da heterotopia e processos de subjetivação, BP.PD
Assunto(s):Intimidade   Geografia urbana   Brasil

Resumo

Condomínios fechados, heterotopia e o processo de subjetivação no Brasil ResumoEste projeto visa examinar, por meio da análise de um corpus de entrevistas com residentes de condomínios fechados, como se expressam, organizam e realizam historicamente os processos de subjetivação em torno da figura subjetiva do "securitizado" e do seu correlato os condôminos, desde uma perspectiva comparativa ilustrada no caso Brasil-Estados Unidos. Para esse propósito me apoio, do ponto de vista teórico-metodológico, na ampliação do conceito foucaultiano de heterotopia, propondo, a partir de evidências empíricas etnográficas e "cartografias existenciais" que os modos de vida das elites brasileiras se encaixam em um modelo urbano que seduz e se multiplica diferenciadamente, desde a década de 1970 por todo o campo social. Sugiro que a esfera privada, o lugar da "intimidade" e "invisibilidade", está se transformando em função de uma profunda e enraizada lógica de (auto) confinamento e fortificação assentada em uma acentuada dualização entre o público e o privado, o "medo", o individualismo e a distinção social. As fronteiras entre o público e o privado seriam cada vez mais porosas. Essa lógica é reificada com atributos de "Disneyficação". Habitar em um condomínio implicaria experimentar uma heterotopia de ilusão e compensação, em confronto com a vida extramuros. Nesses espaços seriam ressaltadas as férias eternas (e temáticas) do cotidiano, o abandono da desordem e do habitual, tornando-se um paraíso, refúgio, porto seguro e santuário para poucos, ao invés de uma solução urbana para muitos. Palavras-chave: Condomínios, Brasil, Elites, Heterotopias, Subjetivação.

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