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Erasmo e os humanistas franceses

Processo: 15/12517-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 14 de setembro de 2015
Vigência (Término): 13 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Clássicas
Pesquisador responsável:Elaine Cristine Sartorelli
Beneficiário:Elaine Cristine Sartorelli
Pesquisador Anfitrião: Olivier Devillers
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Université Bordeaux Montaigne, França  
Assunto(s):Século XVI   Língua latina   Retórica
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Cícero | Erasmo | Montaigne | recepção dos clássicos | Retórica | Seculo XVI | Língua Latina

Resumo

Este Projeto visa a investigar a recepção do Diálogo Ciceroniano de Erasmo na França. Embora esse tratado satírico tenha sido publicado como resposta aos litterati italianos, foi no ambiente intelectual francês que despertou as reações mais exaltadas, com consequências e desdobramentos que, como pretendemos demonstrar, ilustram um momento de inflexão não apenas da "controvérsia ciceroniana", mas de toda a Retórica naquele período. Veremos, pois, quais eram as propostas do Ciceroniano e como foram recebidas em um meio em que já se praticava a tradução para o vernáculo e em que as tensões que viriam a resultar nas guerras religiosas já se faziam sentir. Demonstraremos ainda a permanência de Erasmo naquele que foi, em língua vernácula, o exemplo mais bem acabado do método que o holandês havia prescrito para o imitador em latim: Montaigne. Assim, este projeto divide-se em três partes. A primeira visa a reafirmar a proeminência de Erasmo, o qual, em debate tanto contra os "bárbaros" escolásticos quanto contra os "ciceronianos", redefiniu, na Idade Moderna, noções como uarietas, copia, decorum, imitatio etc. Ao tratar de temas como o latim como idioma universal e a relação entre Retórica e Cristianismo, o Ciceroniano é ainda um verdadeiro depoimento sobre o ofício literário em um momento de crises como o XVI, tendo como cenário o já irreversível volgarizzamento. Em seguida, estudaremos a influência de Erasmo em humanistas franceses como Budé, Rabelais e Marot. Mas, especialmente, veremos o repúdio veemente ao Ciceroniano no ataque virulento de Scaliger e na defesa da imitação ciceroniana contra Erasmo de autoria de Dolet. Por fim, veremos a presença de Erasmo nos Ensaios de Montaigne, autor que realizou o ideal erasmiano de um orador totalmente fiel a seu genius, atento à singularidade e à variedade.Palavras-chave: Retórica; Século XVI; Erasmo; imitatio; Humanismo francês.

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