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Investigação da infecção por Morbillivirus em botos-vermelhos (Inia geoffrensis) de vida livre procedentes da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, Tefé, Amazonas, Brasil

Processo: 15/04261-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Lara Borges Keid
Beneficiário:Thalita Faita
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Morbillivirus

Resumo

Doenças infecciosas emergentes geram preocupações internacionais sobre a saúde de ecossistemas terrestres, marítimos e de águas doce, sendo que informações a respeito de patógenos de cetáceos são raras. O morbilivírus é considerado o patógeno de grande importância em cetáceos, sendo reconhecido como agente biológico com potencial altamente impactante na saúde e status de conservação de cetáceos em todo o mundo. O boto-vermelho (Inia geoffrensis), espécie essencialmente de água doce, distribuída principalmente nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco, é considerado um dos golfinhos de rio menos estudados. Até o ano de 2008 sua classificação era de espécie vulnerável, de acordo com os critérios adotados pela International Union for Conservation of Nature (IUCN). Atualmente é classificado como espécie com dados insuficientes, devido à carência de informações disponíveis acerca do tamanho da população, ecologia e riscos. A classificação desta espécie pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é de espécie vulnerável, sendo ainda incluída no apêndice II pelos critérios da Convention on Internacional Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES), constando como animal possivelmente ameaçado. Há poucos estudos direcionados ao levantamento de potenciais patógenos nesta espécie, não havendo informações sobre a ocorrência de infecções por morbilivírus. Os morbilivírus são altamente transmissíveis, especialmente em populações não expostas previamente. Os animais infectados podem apresentar perda de massa corporal, febre, descarga nasal e ocular, sinais respiratórios, gastrointestinais e quadros neurológicos. Também podem levar à depleção linfoide, acarretando imunossupressão. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo investigar a ocorrência de infecção por morbilivírus em 161 botos-vermelhos de vida livre procedentes da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Tefé, Amazonas. Serão utilizadas amostras de leite, sangue e de suabes orais, nasais e anais, para a pesquisa direta de Morbillivirus através da reação em cadeia pela polimerase (PCR). A obtenção de dados desta natureza é relevante para determinar a condição sanitária desta população, colaborando assim com a conservação dessa espécie de vital importância no ecossistema amazônico.

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