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Ocupação, violência e negociação: relações econômicas, políticas e sociais entre as populações africanas pastoris e a sociedade colonial portuguesa no Sudoeste angolano, 1926-1961

Processo: 14/22194-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Acordo de Cooperação: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Omar Ribeiro Thomaz
Beneficiário:Rafael Coca de Campos
Instituição Sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/14308-2 - Ocupação, Violência e Negociação: relações econômicas, políticas e sociais entre as populações africanas pastoris e a sociedade colonial portuguesa no Sudoeste angolano, 1926- 1961., BE.EP.MS
Assunto(s):Angola   Sociedade colonial   Portugal   Povos indígenas   Africanos   História do século XIX   Genocídio
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Colonialismo português | Genocídio | História do Sudoeste angolano | indigenato | Kuvales | Sociedades pastoris africanas | História de Angola

Resumo

Este projeto tem por objetivo analisar e compreender quais foram as estratégias e os interesses das populações pastoris do Sudoeste angolano face às tentativas de sujeição normativa e objetiva dos africanos durante o período de vigência da legislação indígena conhecida como indigenato, entre 1926-1961. A exiguidade dos recursos naturais e econômicos da região do Sudoeste angolano fez com que, desde pelo menos a metade do século XIX, o gado das populações nativas fosse motivo de interesse crescente por parte da sociedade colonial portuguesa. Após os prejuízos causados àquelas populações por guerras movidas pelas autoridades portuguesas entre 1890 e 1926, bem como em decorrência da crise econômica vivida por Portugal em finais da década de 1920, acentua-se a demanda de mão-de-obra africana barata para empreendimentos públicos e privados. Por outro lado, as manadas e a pastorícia nativas passam a ser alvo de uma política de racionalização por parte de técnicos e funcionários administrativos. Face a este contexto, a historiografia tem assumido que, de fato, os africanos teriam se convertido em dóceis reservatórios de mão-de-obra, incapazes de impor seus interesses. Contrapondo-se a esta análise, o estudo ora proposto explorará uma documentação de natureza diversa- etnografias, relatórios militares, administrativos, artigos técnicos sobre veterinária, pecuária, legislação- a partir da qual se pode perceber a importância do papel desempenhado pelos africanos na configuração política, social e econômica do Sudoeste angolano no período assinalado. Ademais, ambicionamos suprir a escassez de estudos sobre fenômenos altamente significativos e complexos como o genocídio movido, entre 1940 e 1941, pelos portugueses contra os kuvales. (AU)

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
CAMPOS, Rafael Coca de. Ocupação, violência e negociação: relações econômicas, políticas e sociais entre populações africanas pastoris e a sociedade colonial portuguesa no sudoeste angolano. 2017. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Campinas, SP.

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