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Em busca da identidade profissional da graduação em Saúde Pública/Saúde Coletiva: narrativas e reflexões de sujeitos implicados

Processo: 14/13830-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Marco Akerman
Beneficiário:Allan Gomes de Lorena
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Graduação   Estudantes universitários   Identidade profissional   Formação profissional   Sanitaristas   Pessoal de saúde

Resumo

Em 2012, a graduação em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) se torna realidade no cenário dos Cursos de Graduação em Saúde Coletiva. Na metade dos anos 70, a FSP sediou os cursos curtos de formação de sanitaristas, que foram fundamentais para colocar nas ruas, profissionais que tiveram papel decisivo no movimento brasileiro pela reforma sanitária e pela construção do SUS. Desse tempo em diante, a FSP desenvolveu o programa de mestrado e doutorado em Saúde Pública - um dos maiores do país. E, em algum ponto da trajetória, perdeu contato com a realidade da construção do SUS e seus desafios. As experiências da Universidade Federal do Acre (UFAC), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e outras instituições de ensino superior demonstram que é possível formar sanitaristas na graduação, mas o objeto desta iniciação cientifica não é de discutir a possibilidade de a graduação formar sanitaristas, mas sim trazer o debate da identidade profissional. Nóvoa (1997, p.34) explica que "(...) a identidade não é um dado adquirido, não é uma propriedade, não é um produto. A identidade é um lugar de lutas e conflitos, é um espaço de construção de maneiras de ser e estar na profissão". Esta referência deixa claro que a identidade é um movimento em constante mudança a partir dos modos de viver a vida: trajetória de vida, relações políticas, sociais, culturais, ou seja, os modos de andar a vida. Objetivos: I – Geral: Investigar as distintas percepções de graduandos em saúde pública/saúde coletiva sobre identidade profissional a partir da produção de narrativas. II – Específicos: a) Apreender a perspectiva dos alunos sobre formação profissional. b) Apreender a perspectiva dos alunos sobre mercado de trabalho. Metodologia: Trata-se de uma investigação qualitativa e exploratória. O presente trabalho está dividido em três eixos, o primeiro eixo consiste na realização de busca bibliográfica em bases de dados como, Scielo, LILACS e Banco de Dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para coletar a produção da literatura cientifica sobre o campo da saúde coletiva contextualizada no universo dos cursos de graduações em saúde coletiva com os seguintes descritores: identidade profissional, graduação, saúde coletiva, sanitaristas, formação profissional. A segunda parte do trabalho é destinada para os estudantes, para que os mesmos protagonizem o estudo empírico deste trabalho por meio de entrevistas, buscando explorar aspectos de interesse e que façam sentido para os graduandos em saúde pública/saúde coletiva, tais como: trajetória de vida na universidade, atividades realizadas na faculdade, mercado de trabalho, futuro profissional, experiências vividas na graduação. O último eixo da pesquisa é voltado para a construção da identidade profissional do sanitarista a partir da produção cientifica de Claude Dubar, sociólogo francês que estuda identidade no trabalho. Sob a perspectiva da Sociologia, apresento dois outros autores utilizados em teses de doutorado que discutem identidades profissionais, assim como Dubar, são eles: Zygmunt Bauman, sociólogo polonês versando sobre as identidades no que denomina de modernidade líquida e Stuart Hall, sociólogo inglês que estuda as identidades culturais na interface da pós-modernidade. Para divulgar os resultados, pretendem-se organizar uma oficina nacional com os representantes de todos os cursos de Saúde Coletiva do Brasil para discutir identidade profissional no Congresso da Rede Unida e ABRASCÃO, ambos em 2015. (AU)

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