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Assinatura bioenergética e estresse oxidativo como marcadores da progressão do Câncer de Próstata

Processo: 14/06128-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Wagner José Fávaro
Beneficiário:Alexandre Foratto
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Urologia   Neoplasias da próstata   Metabolismo energético   Estresse oxidativo   Proliferação celular   Alvo terapêutico   Biópsia   Histopatologia   Imuno-histoquímica

Resumo

A morfologia e a fisiologia da próstata têm sido examinadas com particular atenção devido às diferentes lesões que atingem esse órgão, destacando-se o câncer prostático (CP). Diferentes estudos demonstraram a importância dos andrógenos e estrógenos no desenvolvimento e manutenção da glândula prostática, bem como indicaram que a ação conjunta desses hormônios e seus receptores podem deflagrar lesões prostáticas. As células tumorais enfrentam dois grandes desafios: como atender as demandas bioenergéticas e biossintéticas do crescimento e proliferação celular aumentados e, como empreender estratégias de adaptação metabólica para sobreviver a flutuações ambientais de disponibilidade de nutrientes e oxigênio quando o crescimento tumoral ultrapassa a capacidade de abastecimento da vascularização existente. Como todas as células neoplásicas são dependentes desta alteração metabólica, essas vias alteradas representam um importante alvo terapêutico. Ainda, o consumo de oxigênio pelas células tumorais pode estar relacionado diretamente com a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), uma vez que essas são produzidas normalmente em doses baixas durante o processo de respiração celular. Esses fatos tornam o estudo da associação do CP, metabolismo energético, EROs e receptores de hormônios sexuais esteróides um importante avanço para o entendimento deste tipo de tumor, principalmente quando se relaciona esses eventos as condições basais e normais de uma célula. Assim, os objetivos gerais do presente estudo serão caracterizar e correlacionar o metabolismo energético, as enzimas formadoras de espécies reativas de oxigênio (EROs) e os receptores de hormônios sexuais esteróides como marcadores de relevância clínico-patológica e prognóstica para a classificação dos adenocarcinomas prostáticos de baixo, intermediário e alto graus. No presente trabalho serão utilizadas amostras prostáticas da zona periférica provenientes de 40 de pacientes, na faixa etária de 60 a 90 anos, com e sem diagnóstico de adenocarcinoma prostático, obtidas no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Amostras prostáticas de 10 pacientes serão provenientes de necropsia sem diagnóstico de lesão prostática e/ ou doença urológica. Em adição, as amostras prostáticas dos outros 30 pacientes serão provenientes de biópsia por agulha e/ ou prostatectomia radical. Os pacientes serão divididos em 4 grupos (10 pacientes cada): Grupo Normal (sem lesão), Grupo Adenocarcinoma de baixo grau (Escala de Gleason d 6); Grupo Adenocarcinoma de grau intermediário (Escala de Gleason 6 - 7) e Grupo Adenocarcinoma de alto grau (Escala de Gleason e 7). Posteriormente, as amostras prostáticas serão submetidas às análises histopatológicas e imunohistoquímicas. A partir do presente projeto espera-se obter maior conhecimento sobre o metabolismo energético e sua relação com as enzimas formadoras de EROs e receptores de hormônios sexuais, de modo que essas relações possam constituir uma importante ferramenta para o diagnóstico e seguimento de pacientes com câncer de próstata. (AU)

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