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Escitalopram e Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua no Transtorno Depressivo Maior: Um Ensaio Clínico Randomizado, Duplo-cego, Placebo-controlado de Não-Inferioridade

Processo: 14/18546-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Andre Russowsky Brunoni
Beneficiário:Shirley Lopes dos Santos
Instituição Sede: Hospital Universitário (HU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/20911-5 - Escitalopram e estimulação transcraniana por corrente contínua no transtorno depressivo maior: um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, placebo-controlado de não-inferioridade, AP.JP
Assunto(s):Transtorno depressivo maior   Citalopram   Pesquisa translacional   Neuroimagem   Estimulação magnética transcraniana   Estimulação transcraniana por corrente contínua
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:escitalopram | Estimulacao Magnetica Transcraniana | Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua | neuroimagem | preditores e mediadores de eficácia | Transtorno Depressivo Maior | Pesquisa Translacional

Resumo

Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição psiquiátrica prevalente cuja principal tratamento é a farmacoterapia porém, questões como refratariedade e efeitos adversos muitas vezes limitam o uso dos antidepressivos. Neste contexto, investigamos uma alternativa não farmacológica denominada estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC). Em um ensaio clínico prévio com 120 pacientes com depressão, demonstramos que a combinação de ETCC com sertralina tinha efeitos terapêuticos aditivos (Brunoni et al., JAMA Psychiatry, 2013). Também demonstramos que ETCC e sertralina em monoterapia possuem eficácia semelhante, porém este achado não é generalizável para outras populações devido à pequena dose de sertralina usada e porque o grupo sertralina não se diferenciou do placebo. Assim, uma questão em aberto é se a ETCC teria, de fato, eficácia comparável a antidepressivos caso tenha, isto poderia trazer um impacto importante nos tratamentos clínicos, pois a ETCC é virtualmente isenta de efeitos colaterais, além de ser uma técnica barata, de fácil uso e portátil, o que permitiria que a mesma fosse usada em contextos de saúde pública primária e secundária. Desta maneira, nosso objetivo é comparar a eficácia da ETCC com a de um antidepressivo eficaz e em dose plena. Realizaremos um ensaio clínico de não-inferioridade, duplo-cego, placebo-controlado em que 240 pacientes com TDM serão randomizados, em uma proporção 3:3:2, para receberem ETCC ativa + pílula placebo; ETCC simulada + escitalopram 20mg/dia ou ETCC simulada + placebo, ao longo de dez semanas. Nosso objetivo primário é demonstrar a não-inferioridade da ETCC em relação ao escitalopram 20mg/dia, com uma margem de não-inferioridade de 50% do efeito do escitalopram em relação ao placebo. Considerando um ensaio clínico desta magnitude, a paucidade de ensaios clínicos de ETCC disponíveis e a necessidade de identificar biomarcadores de resposta à ETCC tanto para futuros estudos quanto para gerar hipóteses a respeito de seu mecanismo de ação, nossos objetivos secundários são identificar alguns preditores e mediadores de resposta da ETCC. Os seguintes biomarcadores serão investigados: polimorfismos genéticos (BDNF, SLC6A4, 5HT2A, THP1); marcadores séricos (BDNF); excitabilidade cortical motora (inibição intra-cortical, facilitação intra-cortical e período cortical silente); variabilidade da frequência cardíaca e neuroimagem (alterações estruturais no córtex dorsolateral pré-frontal e cingulado anterior; tratos do córtex pré-frontal e conectividade a partir do córtex cingulado posterior). Este projeto caracteriza uma nova linha de pesquisa no Hospital Universitário da USP e dentro da Cidade Universitária (Campus Butantã), de forma que propomos a formação de um núcleo de investigação denominado C.I.N.A. (Centro Interdisciplinar para Neuromodulação Aplicada) o qual contribuirá para o uso e desenvolvimento de projetos teóricos e práticos em técnicas de neuromodulação. Este novo núcleo também interagirá com outros centros que atuam nas áreas das neurociências, neuropsiquiatria e pesquisa clínica.

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