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Desenvolvimento de um novo fitoterápico de uso tópico com propriedade anti-inflamatória a partir da fração alcoólica da Agave sisalana

Processo: 14/12464-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2014
Vigência (Término): 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Pesquisador responsável:Lucinéia dos Santos
Beneficiário:Bruno Araujo Soares
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Anti-inflamatórios   Toxicidade   Composição química   Sisal   Saponinas

Resumo

O Brasil é possuidor da maior biodiversidade do planeta, porém apresenta uma imensa flora medicinal ainda desconhecida, pouco estudada e explorada. Nesta direção, por meio de revisões da literatura é possível observar que, apesar de o Brasil ser o maior produtor mundial de sisal, Agave sisalana, o número de pesquisas científicas realizadas com o seu suco, resíduo líquido resultante do desfibramento das folhas desta planta, é insignificante. Muito pouco se sabe a respeito dos efeitos farmacológicos do suco do sisal, bem como de sua composição química. Porém, as diminutas pesquisas realizadas até o atual momento revelam que o suco do sisal é rico em saponinas esteroidais, um metabólito secundário que possuiu diferentes ações farmacológicas. Inclusive um estudo desenvolvido em nosso laboratório, e ainda não publicado, evidencia a atividade anti-inflamatória aguda do extrato resultante da hidrólise ácida do suco do sisal (EHA). Diante do exposto, este projeto tem por objetivo, por meio da administração de doses repetidas, avaliar a fração alcoólica do extrato da hidrólise ácida do sisal (FAEHA), a fim de potencializar e solidificar o efeito anti-inflamatório já observado com o EHA, bem como avaliar sua atividade analgésica após tratamento agudo. Além disso, este projeto tem por objetivo definir o perfil toxicológico desse extrato a fim de assegurar o seu uso. A análise da atividade anti-inflamatória do FAEHA será realizada in vivo por meio do teste do edema de pata induzido pela carragenina e pelo edema de orelha. A atividade analgésica será verificada pelo teste da formalina. A avaliação da toxicidade aguda se dará por meio da determinação da Dose Letal Mediana (DL50) e da análise da manifestação nos animais de evidências de toxicidade, referentes ao controle motor e da consciência. Por fim, com a finalidade de constatar se as atividades farmacológicas avaliadas estão relacionadas com a presença de saponinas e sapogeninas, a presença destes metabólitos será analisada. Este projeto trata de uma cooperação entre a UNESP e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia e visa uma solução economicamente viável, técnica-científica, para o aproveitamento do suco do sisal que está sendo desperdiçado em sua maioria além de prezar por um desenvolvimento sustentável e de promoção social da região produtora do sisal, que se situa entre as mais pobres do país. (AU)

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