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Henri Bergson: alegria, dor e esgotamento do impulso vital na filosofia da criação

Processo: 14/08399-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 20 de outubro de 2014
Vigência (Término): 19 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Metafísica
Pesquisador responsável:Rita de Cassia Souza Paiva
Beneficiário:Rita de Cassia Souza Paiva
Anfitrião: Claudine Haroche
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa: Institut Interdisciplinaire d’Anthropologie du Contemporain (IIAC), França  
Assunto(s):Artes   Moral

Resumo

Primeiramente, essa pesquisa volta-se para a tese bergsoniana segundo a qual o homem constitui a criação maior da vida, aquela em que o movimento vital talvez tenha enveredado, não sem esforço e dificuldades, pela sua mais prolífica seara: o advento de um ser criador. Com base em tal pressuposto, objetiva-se refletir acerca das vertentes em que os atos humanos, ultrapassando a abertura intrínseca ao intelecto, fundem-se com o dinamismo produtivo da vida. Logo, será o processo criador na arte e na moral que esse estudo privilegiará. Na experiência artística e na mística, que vai além da moral socialmente consolidada, o processo criador, viabilizando a comunhão da consciência humana com o impulso vital, pode conduzir a consciência à experiência da mais profunda alegria. Esse êxtase, contudo, não advém sem a concomitância de um processo doloroso, cuja tônica é, num primeiro momento, estabelecida pelo difícil e raro acesso à experiência da intuição; em seguida, essa busca é norteada pelos percalços da criação, similares àqueles que se delineiam no avanço da vida em seu processo evolutivo. A conexão entre criação e dor será perscrutada sob a chave do esforço, noção crucial no pensamento de Bergson. Posteriormente, considerando-se que a história da vida, tecida em A evolução criadora, encontra sua continuidade na história humana - tese postulada no último livro do filósofo -, trata-se de equacionar a condição do homem nesse processo, o qual, de fato, constitui a obra maior do processo vital enquanto ser criador, ao mesmo tempo em que atualiza o fantasma de uma destruição generalizada. (AU)

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