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VÍTIMAS OCULTAS DAS MORTES ESCANCARADAS: as repercussões das mortes violentas de jovens na vida dos sobreviventes

Processo: 14/04087-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Pesquisador responsável:Maria Júlia Kovács
Beneficiário:Clodine Janny Teixeira
Instituição Sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Violência   Homicídio   Periferia   Jovens   Morte
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Homicídios | Juventude | Morte | Periferia | Violência | Juventude

Resumo

A mortalidade na juventude ocorre em sua grande maioria por causas externas, não naturais, de forma violenta e com distribuição geográfica, racial e de gênero específicas. Dentre as causas externas, os homicídios por armas de fogo são responsáveis por aproximadamente metade das mortes. Mapas da Violência revelam que de 1970 a 2010 a cada três vítimas fatais das armas de fogo, duas foram jovens, 93,9% foram do sexo masculino e morreram 2,3 mais negros do que brancos vítimas de homicídio. De acordo com os dados os mais diretamente atingidos jovens do sexo masculino negros moradores das periferias urbanas. O objetivo deste trabalho é investigar, através do estudo de caso, as repercussões em nível físico, emocional, econômico e social na vida dos sobreviventes das mortes de jovens vítimas de homicídio na cidade de São Paulo. Mães, irmãos, familiares, amigos e vizinhos, lideranças comunitárias, profissionais que prestam atendimento e/ou auxílio aos familiares e à comunidade, repórteres, e pessoas que tiveram contato com a notícia pela mídia estão todos entrelaçados numa mesma trama de sentidos que permeia a vida dos sobreviventes, as vítimas ocultas ou indiretas das mortes escancaradas: não revelados numericamente pelas estatísticas, mas que têm seu cotidiano modificado pela violência extrema, sem possibilidade de proteção ou preparo. Foram escolhidos dois casos de jovens assassinados na mesma data na periferia sul da cidade de São Paulo. Como procedimento, foi realizada observação participante no Fórum em Defesa da Vida, na Marcha pela Paz e em Audiências Públicas, estabelecendo contato com profissionais que atuam na região, movimentos sociais e lideranças que indicaram familiares das vítimas engajados na luta contra a violência. O fato de os familiares escolhidos estarem envolvidos nos movimentos sociais foi um cuidado ético a fim de evitar causar sofrimentos adicionais, uma vez que estavam pré-dispostos dar seus depoimentos. A abordagem qualitativa foi adotada para a coleta e para o tratamento do material obtido, utilizando como instrumento entrevistas. Esta pesquisa pretende trazer narrativas para qualificar as políticas públicas que visem à prevenção da violência, estabelecendo uma cultura de paz através do resgate da cidadania, da valorização da vida e da mudança do paradigma vigente.

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
TEIXEIRA, Clodine Janny. Vítimas ocultas das mortes escancaradas: as repercussões da morte violenta de um jovem na vida dos sobreviventes. 2016. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Psicologia (IP/SBD) São Paulo.

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