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Influência de Polimorfismos do Gene Receptor da Ocitocina Materno e de Fatores Ambientais na Relação Mãe-Bebê

Processo: 13/03025-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2014
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Heloisa Bettiol
Beneficiário:Adriana Martins Saur
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/06722-6 - Associação dos polimorfismos rs53576 e rs2254298 do gene receptor da ocitocina com depressão gestacional e pós-parto, BE.EP.PD
Assunto(s):Relações mãe-filho   Receptores de ocitocina   Polimorfismo genético   Pediatria

Resumo

O adequado estabelecimento da relação mãe-bebê é considerado essencial para o bem estar psicológico e social na vida adulta. Aliado a este fator, estudos recentes têm sugerido que a suscetibilidade genética materna pode estar associada a diferentes padrões de estabelecimento de vínculos afetivos entre mãe e bebê, tornando de grande importância estudos desta natureza. São grandes as evidências que o gene receptor da ocitocina, em especial alguns de seus polimorfismos, encontra-se associado a uma série de comportamentos sociais em humanos, incluindo aspectos relacionados ao cuidado parental, comportamento maternal e vinculação afetiva. Neste contexto, o objetivo geral deste estudo é investigar as possíveis interações entre fatores genéticos e ambientais na etiologia de perturbações na relação mãe-bebê. O presente estudo possui delineamento longitudinal, do tipo coorte prospectivo, no qual informações sobre mães pertencentes a uma coorte iniciada no 5º mês do pré-natal (de 25 a 28 semanas) na cidade de Ribeirão Preto (SP) e sobre o nascimento e segundo ano de vida de seus bebês são obtidas. A coleta de dados foi planejada para ocorrer em três etapas: no pré-natal (concluída), no nascimento dos bebês (concluída) e a partir do segundo ano de vida (em andamento). Foram entrevistadas no pré-natal 1370 mães, sendo coletadas informações sobre dados sociodemográficos, condições de saúde, características da gestação, estresse, depressão, ansiedade, violência doméstica, rede de apoio social, além da coleta de sangue venoso. No nascimento dos bebês, todas as 1370 mães foram reentrevistadas na maternidade e as condições de nascimento da criança e do parto foram obtidas. Na etapa de acompanhamento dos bebês, isto é, a partir do segundo ano de vida, todas as mães estão sendo convidadas a participar novamente da pesquisa, tendo sido avaliadas até o momento (maio/2013), 1004 mães e seus respectivos filhos. As seguintes informações estão sendo coletadas: saúde e alimentação da criança, saúde e hábitos de vida da mãe, dados sociodemográficos e aplicação de questionário de relacionamento mãe-bebê. Na análise genética, as frequências genotípicas e alélicas serão obtidas por simples contagem nos grupos estudados. A comparação dessas frequências entre os grupos será realizada pelo Teste do Qui-quadrado e/ou Teste Exato de Fisher, sendo considerados significativos valores de p < 0,05. As análises dos polimorfismos serão realizadas por PCR em Tempo Real usando o modo de discriminação alélica TaqMan e a frequência de haplótipos será estimada usando o programa SAS/Genetics. Análises de regressão logística univariadas e multivariadas serão utilizadas para estimar as associações entre a variável dependente (relação mãe-bebê) e os fatores genéticos e ambientais (variáveis independentes), com intervalo de confiança de 95%. Neste cenário, destaca-se a importância de estudos multidisciplinares, centrados no nível individual e molecular, associados a desfechos psicossociais relevantes para o desenvolvimento socioemocional infantil. Visto que estudos desta natureza ainda são extremamente recentes e escassos em humanos, julga-se que o desenvolvimento deste projeto contribuirá para melhor entendimento do processo de formação de laços afetivos estabelecidos na infância. Com isso, o diagnóstico e tratamento de possíveis perturbações na relação mãe-bebê poderão ser feitos de maneira mais eficaz e precoce, diminuindo as implicações negativas desta condição no binômio mãe-filho. Em termos de políticas públicas, será possível a proposição de medidas de acompanhamento, prevenção e suporte psicológico, especialmente se for verificada a influência de fatores genéticos como possíveis determinantes de perturbações na relação mãe-bebê.

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SAUR, ADRIANA MARTINS; DOS SANTOS, MANOEL ANTONIO. Risk factors associated with stress symptoms during pregnancy and postpartum: integrative literature review. WOMEN & HEALTH, v. 61, n. 7, . (13/03025-4)

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