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Perguntas-QU mediais na aquisição da linguagem: gramática ou processamento?

Processo: 13/22069-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 20 de julho de 2014
Vigência (Término): 19 de julho de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Elaine Bicudo Grolla
Beneficiário:Elaine Bicudo Grolla
Anfitrião: Jeffrey Lidz
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Maryland, College Park, Estados Unidos  
Assunto(s):Gramática   Aquisição da linguagem   Desenvolvimento infantil

Resumo

Crianças em idade pré-escolar apresentam um desenvolvimento peculiar no que diz respeito às perguntas-QU de longa distância. Em estudos de produção eliciada, estruturas com um elemento-QU extra, em posição de SpecCP intermediário, são produzidas. Tais perguntas mediais são impossíveis nas línguas adultas sendo adquiridas (inglês e espanhol, por exemplo), mas são gramaticais em línguas como alemão e frísio. Em geral, é proposto que tais produções refletem uma possibilidade disponível na Gramática Universal. Assim, apesar de a criança não ter evidência positiva em seu input para tais construções, elas passariam por um estágio em seu desenvolvimento em que tais estruturas seriam gramaticais. A presente pesquisa se propõe a investigar o desenvolvimento de perguntas-QU mediais em crianças monolíngues adquirindo o português brasileiro e o inglês como línguas maternas. Para tanto, desenvolvemos um protocolo de pesquisa, baseado em Thornton (1990), que se mostrou eficiente para eliciar não só perguntas com o verbo 'achar' (como feito por Thornton), mas também perguntas negativas e perguntas com o verbo factivo 'saber'. A pesquisa apresenta uma contribuição inédita para a área, na medida em que busca mapear os tipos de restrições sintáticas que são obedecidas (ou não) pelas crianças ao produzirem tais estruturas. Os resultados de um estudo preliminar em PB mostram que as crianças produzem perguntas mediais em todas as condições testadas, violando as restrições sobre essas construções que se aplicam em línguas como alemão e frísio. É levantada a hipótese, a ser analisada durante a pesquisa, de que tais produções talvez não sejam de fato gramaticais, mas reflitam dificuldades de processamento. Para testar tal hipótese, propomos comparar o comportamento das crianças que produzirem perguntas mediais e daquelas que não produzirem em um teste de monitoramento ocular, a fim de detectar possíveis diferenças de processamento nos dois grupos. (AU)

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