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Plasticidade da citoarquitetura hepática durante a desnutrição proteica, e seguida de renutrição: uma abordagem estereológica

Processo: 13/22569-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2013
Vigência (Término): 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia
Pesquisador responsável:Antonio Augusto Coppi Maciel Ribeiro
Beneficiário:Andrea Almeida Pinto da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/50067-1 - Plasticidade da citoarquitetura hepatica durante a desnutricao proteica,e seguida de renutricao:uma abordagem estereologica., AP.R
Assunto(s):Estereologia   Desnutrição proteico-calórica   Morfologia (anatomia)   Citoarquitetura

Resumo

A desnutrição proteico-calórica corresponde a cerca de 40% das causas de hospitalização. Considerando-se que o processo metabólico é proteína-dependente, acredita-se que todos os tecidos são afetados por um estado hipoproteinemia ou de privação proteica, embora não apresentem o mesmo grau e severidade de comprometimento. Os tecidos mais afetados são aqueles que apresentam uma alta taxa de renovação e reposição celular, como por exemplo o fígado e a mucosa intestinal (Michalopoulus e Defrances, 1997; Sant'ana et al., 1997). Durante o desenvolvimento pós-natal a desnutrição proteico-calórica tem um maior impacto no peso do fígado do que no peso corpóreo, além de causar alterações na estrutura do fígado e redução na quantidade de DNA do mesmo, no fluxo da bile e na secreção de sais biliares, ocasionando retardo no desenvolvimento do órgão e prejuízos na função hepática (Tandon et al., 1974; Opleta et al., 1988; Caballero et al., 2011). A avaliação histológica do fígado é conduzida rotineiramente para várias finalidades, entre elas, para o diagnóstico da esteatose hepática e das hepatites tóxicas, e também para acessar a severidade dos danos da hepatite crônica (Marcos et al., 2012). Embora alguns aspectos qualitativos e quantitativos dos efeitos da desnutrição na microestrutura do fígado tenham sido documentados na literatura, estes resultados são comumente gerados por métodos morfométricos bidimensionais (Enwonwu e Sreenbny, 1971; Tandon et al., 1974; Caballero et al., 2011) os quais são potenciais fontes de inacurácia e "bias" (Gundersen et al., 1999; Howard e Reed, 2010). Desta forma, o uso de métodos histoquantitativos tridimensionais (métodos estereológicos) na investigação do fígado é ainda insipiente mesmo em roedores e também na espécie humana (Santos et al., 2009; Marcos et al., 2012) e apenas restrito ao tecido hepático saudável, não enfocando os efeitos da desnutrição proteico-calórica e da renutrição na estrutura do órgão. Um levantamento sobre publicações científicas feito por meio do Web of Knowledge SM, comparando-se, por exemplo, o uso da estereologia para o estudo do encéfalo e do fígado, mostra a predominância de trabalhos enfocando o sistema nervoso (75%) e apenas 25% de trabalhos utilizando estereologia para investigar quantitativamente a estrutura o tecido hepático (Marcos et al., 2012). Não obstante, os métodos estereológicos têm sido progressivamente aplicados em outros tecidos animais e têm integrado a política editorial de revistas científicas internacionais de relevância (Saper, 1996; Madsen, 1999).Sob o ponto de vista nutricional, o conhecimento acerca da estrutura quantitativa do fígado tem grande importância, uma vez considerados o seu papel no metabolismo dos nutrientes da dieta (Michalopoulus e Defrances, 1997).Tendo em vista a carência de estudos estereológicos sobre os efeitos da desnutrição proteica e da renutrição na estrutura do fígado, esta pesquisa objetiva analisar, utilizando microscopia quantitativa tridimensional (Bioimagem e Estereologia), os efeitos da dieta hipoproteica (e da reversão da mesma) na macro e microestrutura do fígado, cujo conhecimento gerado será fundamental para o entendimento, diagnóstico e tratamento das hepatopatias de origem nutricional. (AU)

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