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Estudo das células apresentadoras de antígenos na patogênese da esclerose múltipla e impacto dos diferentes tratamentos sobre o sistema immune inato

Processo: 13/11959-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Leonilda Maria Barbosa dos Santos
Beneficiário:Felipe von Glehn Silva
Supervisor: Howard L. Weiner
Instituição Sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa: Harvard University, Boston, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:13/00550-0 - Avaliação do desaparecimento das bandas oligoclonais no líquido cefalorraquiano de pacientes com Esclerose múltipla tratados com natalizumabe associada à evolução clínica, radiológica, imunológica e a susceptibilidade para infecção pelo vírus JC., BP.PD
Assunto(s):Esclerose múltipla
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Células Apresentadoras de Antígeno | Doenças Desmielinizantes do Sistema Nervoso Central | Esclerose Múltipla | Natalizumabe | neuroimunologia | sistema imune inato | Neuroimunologia

Resumo

Nos últimos anos, várias medicações foram lançadas no mercado, chamadas de terapias modificadoras da Esclerose Múltipla (EM). Em 2006, um anticorpo monoclonal humanizado (natalizumabe), que se liga à subunidade alpha-4 das integrinas expressas na superfície de células T ativadas, foi lançado com eficácia superior às terapias existentes, mas com um efeito adverso grave, a Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LEMP) causada pelo vírus JC. O natalizumabe bloqueia a transmigração de linfócitos T auto-reativos através da barreira hemato-encefálica para o SNC, reduzindo a resposta inflamatória. Recentemente, descrevemos o desaparecimento das bandas de IgG (BOC) do líquido cefalorraquiano (LCR) de pacientes em uso do natalizumabe. Uma das características da EM é a presença e persistência das BOC e nenhum tratamento até então tinha interferido na sua produção. Esta observação foi interpretada como um efeito direto do tratamento com o natalizumabe. O significado desse fenômeno ainda é incerto, mas pode demonstrar ser um marcador de interferência no processo inflamatório da doença e/ou de aumento do risco para infecção pelo vírus JC. Além de participar da produção de auto-anticorpos, os linfócitos B são potentes células apresentadoras de antígenos, capazes de ativar linfócitos T CD4+ auto-reativos através do MHC classe II, contribuindo para a inflamação da EM. Além disso, as células B também influenciam a resposta T efetora através da produção de citocinas e quimiocinas. Recentes estudos em necropsias vêm demonstrando uma relação entre atrofias e desmielinizações corticais com pseudofolículos linfoides de células B existentes na pia máter, que aumentam com o curso da doença. O objetivo deste estudo é determinar a função das pDCs, mDCs e linfócitos B como células apresentadoras de antígeno, dirigindo a resposta inflamatória encefalitogênica. Estas células serão estudadas comparando-as entre controles saudáveis e pacientes com EM tratados e não tratados. Especial atenção será dada aos pacientes em uso de natalizumab a fim de determinar os possíveis mecanismos envolvidos na interação linfócito B e T para o desaparecimento das bandas oligoclonais do LCR. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
VON GLEHN, FELIPE; POCHET, NATHALIE; THAPA, BIBEK; RAHEJA, RADHIKA; MAZZOLA, MARIA A. A.; JANGI, SUSHRUT; BEYNON, VANESSA; HUANG, JUNNING; FARIAS, ALESSANDRO S. S.; PAUL, ANU; et al. Defective Induction of IL-27-Mediated Immunoregulation by Myeloid DCs in Multiple Sclerosis. INTERNATIONAL JOURNAL OF MOLECULAR SCIENCES, v. 24, n. 9, p. 14-pg., . (13/11959-7)

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