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Reconciliação medicamentosa: um estudo prospectivo em pacientes adultos

Processo: 13/06759-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Eliane Ribeiro
Beneficiário:Lívia Alves Maia
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Farmácia clínica   Envelhecimento da população   Comorbidade   Interações de medicamentos   Adesão à medicação   Técnicas de laboratório clínico   Estudos prospectivos

Resumo

Com o envelhecimento populacional observado atualmente em todo o mundo, é crescente o número de pessoas que apresenta diversas comorbidades e que utilizam uma variedade de medicamentos de uso contínuo. Grande parte da população atendida no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) possui inúmeras comorbidades, e consequentemente, utiliza muitos medicamentos de uso contínuo. Além disso, a alta rotatividade devido ao reduzido tempo de internação e as frequentes transferências entre clínicas podem colaborar com a ocorrência de erros de medicação (EM). Um estudo de revisão demonstrou que 67% dos pacientes estão sujeitos a pelo menos um EM oriundo de uma discrepância na admissão verificada quando se compara o seu histórico de medicamentos de uso crônico à sua prescrição no momento da admissão hospitalar. Além disso, Barnsteiner (2008) mostrou que 40% dos EM detectados em pacientes que sofreram pelo menos um erro pode ser atribuído a uma coleta de informações inadequada durante a admissão, transferência e/ou alta hospitalar, o que indica a necessidade de uma abordagem sistemática para garantir uma coleta precisa sobre a história medicamentosa do paciente. Assim, no contexto de segurança e efetividade da terapêutica medicamentosa, a reconciliação medicamentosa surge aliada à adesão medicamentosa, como um processo de comparação entre as listas de medicamentos em uso pelo paciente para evitar EM, como omissão, duplicações, erros de dosagem e interações medicamentosas. A prática da reconciliação medicamentosa exige uma revisão sistemática e abrangente de todos os medicamentos que um paciente está utilizando, garantindo, desta forma, que os medicamentos que estão sendo adicionados, alterado ou descontinuados sejam cuidadosamente avaliados com o objetivo de manter uma prescrição precisa e atualizada para o paciente. Na literatura mundial há importantes trabalhos relacionados à área de reconciliação medicamentosa, no entanto, particularmente em nosso meio, a gravidade do problema não é conhecida, uma vez que há poucas publicações locais sobre o tema proposto neste estudo. O objetivo deste trabalho é analisar o processo de reconciliação medicamentosa em pacientes internados na Clínica Cirúrgica de um hospital escola de média complexidade por meio da verificação de discrepâncias encontradas entre os medicamentos prescritos ao paciente no momento da admissão em relação ao que já fazia uso crônico. Sendo uma forma de complementar o trabalho realizado pelos farmacêuticos clínicos na Clínica Cirúrgica e garantindo maior segurança dos processos assistenciais. (AU)

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