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O sujeito surdo bilíngue: a construção do indivíduo surdo em meio a dois mundos e duas línguas

Processo: 13/08485-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Linguística Aplicada
Pesquisador responsável:Sueli Salles Fidalgo
Beneficiário:Valéria da Silva Bezerra
Instituição Sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Linguagem   Identidade   Bilinguismo   Surdez
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:biculturalismo | bilinguismo | identidade surda | linguagem | Surdez | Surdez

Resumo

A perspectiva sócio-cultural sobre a surdez a concebe como uma diferença cultural. Strobel (2008) diz que os teóricos pós-modernos conceituam cultura como algo pluralizado, como uma herança transmitida pelos membros de um grupo social através do aprendizado e do convívio e que cada sujeito tem um papel fundamental para construí-la, expandi-la e modificá-la. É pelo contato com uma cultura que o sujeito constrói sua identidade. A cultura não é um produto pronto, mas sim algo que se elabora pelos seres que fazem uso dela, que se moldam pelas produções de seus membros passados e se modificam pelos presentes. Seguindo uma perspectiva marxista - base da teoria sócio-histórico-cultural -,Vygotsky (1934) também afirma que o ser humano modifica o meio e é por ele modificado, tendo, dessa forma, a sua identidade construída de forma mediada pelos instrumentos e artefatos culturais que foram sendo produzidos por ele mesmo e por outros seres humanos que compõem a sua comunidade ou a sua história. Por essa vertente, Strobel (op. cit.) define a cultura surda como a maneira que o surdo compreende e lida com o mundo através de suas percepções visuais. Dentro de uma comunidade surda o sujeito construirá a sua subjetividade para assim se reconhecer como alguém que se encaixa em um meio social, que partilha da sua visão de mundo e fundamentalmente, que interage por meio de uma língua que pode ser adquirida de modo natural. Daí surgem as concepções de comunidade surda e ouvinte, cada qual com línguas e culturas distintas, embora não necessariamente dicotômicas. Mas, por se constituírem como uma comunidade linguística minoritária, a maior parte das pessoas surdas que fazem uso da língua de sinais convive com duas culturas, (Cultura Surda/ Ouvinte); tentam adaptar-se a elas fazendo dialogar aspectos de ambas. Isso faz com que o surdo transite entre essas duas culturas e línguas. É entre duas culturas e línguas que o surdo se constrói como indivíduo. Este trabalho tem como finalidade perceber/compreender como se constrói a identidade de um sujeito surdo bilíngue e assim, verificar se podemos falar de uma dimensão bicultural. (AU)

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