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Habitação social por autogestão na Argentina contemporânea

Processo: 12/04083-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 31 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Projeto de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Raquel Rolnik
Beneficiário:Kaya Lazarini
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Habitação social   Movimentos sociais   Participação social   Autogestão   América Latina

Resumo

A pesquisa tem como objetivo estudar a produção autogestionária do habitat na Argentina contemporânea, enquanto parte de um processo mais amplo de debates e práticas autogestionárias na América Latina, em que a luta por moradia encontrou um espaço importante. Há muitos estudos sobre a influência da FUCVAM (Fed. Uruguaia de Cooperativas de Habitação e Ajuda Mútua) nos movimentos de moradia brasileiros, demonstrando como os princípios autogestionários "importados" do Uruguai desencadearam no Brasil uma nova forma organizativa, diferente inclusive da matriz original. A análise da importação de um modelo para outra realidade permite que o próprio modelo original seja analisado sobre nova perspectiva. A experiência argentina recente do MOI - Movimento de Ocupantes e Inquilinos, que se alimentou das idéias da FUCVAM, vem se destacando entre as experiências de autogestão do habitat, enquanto uma proposta inovadora em termos arquitetônicos, urbanos e organizativos, com importantes novidades em relação às experiências uruguaias e brasileiras. O contexto argentino recente foi favorável ao crescimento das práticas autogestionárias na produção do habitat e na luta pelo direito à cidade, iniciando no combate ao neoliberalismo extremo "Menemista" até a queda do presidente De La Rua, quando os trabalhadores passaram a ocupar fábricas, edifícios, ruas e praças em um processo de autogestão urbana sem precedentes na América Latina pós-ditaduras militares. É esse momento político e social favorável à imaginação e às práticas transformadoras que permite o crescimento das ações autogestionárias em Buenos Aires que serão estudadas nessa pesquisa. (AU)

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