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A boa morte em sermões fúnebres do Brasil Colonial (séculos XVII e XVIII)

Processo: 12/20029-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Jean Marcel Carvalho França
Beneficiário:Clara Braz dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Morte   Sermão   Brasil   Período Colonial (1500-1822)

Resumo

No Brasil, durante o seiscentos e o setecentos, a morte ocupou um lugar central nas reflexões dos pregadores. As preocupações com os possíveis destinos dos homens - inferno ou a glória dos céus - conferiram uma atenção redobrada ao momento do trespasse; ensinar aos cristãos como se prepararem para a boa morte tornou-se um dos principais objetivos desses homens, pois esta preparação garantiria a salvação das almas. Através de alguns sermões e suas variantes fúnebres - elogios, panegíricos, orações - foi possível aos pregadores divulgarem os elementos que compunham a preparação para o bem morrer, tendo como base os exemplos de homens virtuosos que se prepararam durante toda a vida, até os seus últimos momentos, para o trespasse, e gozaram da eterna bem-aventurança. Tais textos foram importantes ferramentas para a busca da mudança dos costumes, construindo uma concepção de morte fundamentada nos ensinamentos cristãos que prezavam pela vida beata, onde o bem morrer significava, antes de qualquer coisa, viver virtuosamente. Nosso objetivo principal será o de compreender o que caracterizava a boa morte para os pregadores que aqui nasceram ou residiram, procurando perceber o alcance que tiveram, no período, os sermões para a construção dos modelos de virtudes baseados nos ideais de morte. Nesse sentido, a escolha dos sermões é pertinente, pois, além de possuírem grande difusão na colônia durante o século XVII até finais do XVIII, foi nesse momento que a maior parte deles se apresentou como uma espécie de arte de morrer, o que nos leva a supor que tais noções foram difundidas pela sermonística com intuito de transformar a morte em um dos principais mecanismos de propagação da fé católica durante o período. (AU)

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