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Avaliação do potencial terapêutico do bloqueio simpático esplâncnico combinado a hiper-hidratação na sepse grave

Processo: 12/20841-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2012
Vigência (Término): 31 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Ivan Hong Jun Koh
Beneficiário:Ana Maria Alvim Liberatore
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/20401-4 - Sepse: integrando a pesquisa básica e a investigação clínica II, AP.TEM
Assunto(s):Translocação bacteriana   Fluidoterapia   Microcirculação   Microbioma gastrointestinal   Sepse

Resumo

A complexa manifestação clínica da resposta inflamatória do hospedeiro ao microrganismo na sepse grave abrange alterações dos sistemas neuro-imuno-endócrino no desencadeamento da disfunção hemodinâmica, falência de órgãos e óbito. Neste sentido, a exacerbação da inflamação sistêmica tem sido correlacionada a hipóxia citopática, hipoperfusão esplâncnica, disrrupção da barreira vascular e intestinal, translocação bacteriana, ativação da imunidade intestinal e sistêmica, predomínio adrenérgico sobre parede dos microvasos e macrófagos do baço, e múltiplos outros estímulos conhecidos e desconhecidos. O efeito resultante desencadeia, de forma progressiva, a disfunção microcirculatória de órgãos e estes eventos antecedem às alterações da macrocirculação, mostrando a importância de monitoramento da microcirculação nos processos terapêuticos da sepse. Em experimentos anteriores e em progresso, a fluidoterapia agressiva e precoce determinou melhora de 20% na sobrevida de animais submetidos à sepse semi-letal e de 100% quando associada ao bloqueio da aferência simpática do território esplâncnico, por meio de analgesia epidural. Esta associação também minimizou o sobrecrescimento microbiano de Gram negativos em todo o intestino e a subsequente translocação bacteriana. Considerando que esta combinação terapêutica aplicada na fase precoce de uma sepse grave preveniu a ocorrência de falência de órgãos e subsequente mortalidade, decidimos testar o seu potencial terapêutico mesmo em fase tardia de uma sepse grave, onde as disfunções vásculo-teciduais já estão instaladas em maior proporção como no choque séptico. Desta forma, ao modular a cinética temporal da disfunção micro-hemodinâmica que ocorre proporcional à gravidade da sepe, espera-se minimizar o processo de exacerbação da resposta inflamatória e subsequente falência de órgãos, reduzindo a elevada mortalidade da sepse.

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