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Da teoria ao discurso: neoliberalismo e pensamento francês dos anos 1960 e 1970

Processo: 11/21771-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2012
Vigência (Término): 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Paulo Eduardo Arantes
Beneficiário:Nilton Ken Ota
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/11449-9 - Da teoria ao discurso social: neoliberalismo e o pensamento francês dos anos de 1960 e 1970, BE.EP.PD
Assunto(s):Ideologia   Intelectuais   Neoliberalismo
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Discurso | Estado Social | ideologia | Intelectuais | Maio de 68 | neoliberalismo | Filosofia francesa contemporânea

Resumo

O objetivo da pesquisa proposta por este projeto é problematizar teoricamente a normatização da crítica social. Esse fenômeno é um dos efeitos políticos mais significativos do modo de governo neoliberal e, a despeito de sua importância, tem sido negligenciado pelos estudos sobre o tema. O que se pretende, aqui, diversamente, é analisar a conversão de uma crítica intelectual em discurso social hegemônico, processo que dá origem a um atual e específico neoliberalismo de esquerda. Nessa perspectiva, o legado do pensamento francês das décadas de 1960 e 1970 possui um valor estratégico. A partir de maio de 68, em meio às polêmicas e aos intensos debates, era a própria figura do intelectual que ganhava nova significação histórica. O "engagement" sofreu mudanças a tal ponto disruptivas que não era mais possível tomá-lo pela idéia de que o interesse público estaria sob a guarda da consciência dos intelectuais, ao modo do que havia representado até então o existencialismo sartreano. Sob o neoliberalismo, o repertório crítico de 68 passa a ser capturado pelos seus aparatos de controle. É nesse sentido que convém falar em neoliberalismo de esquerda e reconhecer sua proveniência francesa. Pouco comum nos estudos de história da Filosofia, trata-se de adotar, nesta pesquisa, uma interpretação centrada tanto nos textos quanto nas modalidades práticas do engajamento político dos intelectuais do período. A prerrogativa intelectual do neoliberalismo francês se revela pela conversão da teoria em discurso social, donde a atualidade dos dispositivos da clínica anti-edípica de Deleuze e Guattari, da militância foucaultiana, da Escola lacaniana, objetos desta pesquisa. (AU)

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