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Sistemática e taxonomia de Erythrolamprus Boie (Serpentes, Xenodontinae) com base em caracteres morfológicos e moleculares

Processo: 12/00547-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Miguel Trefaut Urbano Rodrigues
Beneficiário:Felipe Franco Curcio
Instituição Sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/50146-6 - Filogeografia comparada, filogenia, modelagem paleoclimática e taxonomia de répteis e anfíbios neotropicais, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Herpetologia   Morfologia animal   Serpentes   Zoologia (classificação)
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Dna | Erythrolamprus | Herpetologia | Morfologia | Serpentes | Taxonomia | Herpetologia

Resumo

A despeito de discordâncias baseadas em argumentos técnicos e filosóficos referentes ao procedimento nomenclatural (Curcio et al. 2009a, Vidal et al. 2010, Forlani et al. 2010) o gênero Erythrolamprus Boie, 1826 tradicionalmente inclui seis espécies de falsas corais e encontra-se amplamente distribuído ao nas Américas do Sul e Central. A enorme variação cromática entre as diversas populações, especialmente no tocante ao complexo E. aesculapii, levou à recorrente atribuição de nomes nos níveis de espécie e subespécie a variedades com status taxonômico incerto que dependem de testes baseados em amostragem robusta.Um estudo recente realizado em nível de doutorado (Curcio 2008) abordou a revisão taxonômica do gênero com base em uma amostra de cerca de 1800 exemplares utilizando características de morfologia externa e hemipênis. Os resultados apontam que a diversidade do gênero está subestimada e que pelo menos 12 entidades evolutivas merecem ser reconhecidas como espécies plenas. Entretanto, a morfologia aponta áreas de contato e introgressão, cuja interpretação depende de fontes adicionais de evidência.Além das questões relacionadas à taxonomia alfa, outro aspecto intrigante inerente à morfologia de Erythrolamprus refere-se à condição opistóglifa de dentição. Dentre os gêneros da tribo Xenodontini (Erythrolamprus, Liophis, Xenodon e Umbrivaga; sensu Zaher et al. 2009; Curcio et al. 2009; Vidal et al. 2010), Erythrolamprus é o único representante que apresenta dentição opistóglifa. Entretanto, a literatura reporta variação intragenérica desta característica (Cope, 1868; Dunn & Bailey, 1939), já que descrições de táxons relacionados ao complexo E. mimus relatam presas áglifas e com morfologia peculiar (e.g. secção transversal triangular, face posterior laminar). Por outro lado, dados não publicados (Curcio 2008) sugerem que a presença do sulco nas presas poderia estar relacionada ao desenvolvimento pós-embrionário dos indivíduos. Aparentemente, exemplares jovens (< 400 mm, sensu Marques & Puorto, 1994) são caracteristicamente áglifos, enquanto que exemplares de tamanho maior geralmente apresentam sulco bem definido na face anterolateral do dente, embora com graus variáveis de profundidade. Este padrão de variação era até então desconhecido entre as serpentes e sua interpretação filogenética depende de um estudo morfológico fino associado aos panoramas gerais de relacionamento do gênero com os demais membros da subfamília Xenodontinae. Análises sob microscopia eletrônica de varredura já confirmam a variação ontogenética da presença do sulco dental em Erythrolamprus, mas dados acerca de outros táxons para fins comparativos ainda devem ser tomados.Fica assim evidente que a sistemática de Erythrolamprus é um tema frutífero de estudo e que depende de esforços direcionados a problemas já ressaltados num estudo morfológico abrangente (Curcio 2008). Diante deste cenário, o presente plano de atividades visa explorar a fundo a sistemática de Erythrolamprus a partir de uma primeira abordagem morfológica já realizada que deve ser refinada e receber a incorporação de novas fontes de evidência que auxiliem a esclarecer problemas relacionados a integrados morfológicos de natureza obscura. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SALES NUNES, PEDRO M.; CURCIO, FELIPE F.; ROSCITO, JULIANA G.; RODRIGUES, MIGUEL T.. Are Hemipenial Spines Related to Limb Reduction? A Spiny Discussion Focused on Gymnophthalmid Lizards (Squamata: Gymnophthalmidae). Anatomical Record-Advances in Integrative Anatomy and Evolutionary Biology, v. 297, n. 3, SI, p. 482-495, . (12/00547-7, 12/00492-8, 12/01319-8, 11/50146-6)
CURCIO, FELIPE FRANCO; SCALI, STEFANO; RODRIGUES, MIGUEL TREFAUT. TAXONOMIC STATUS OF ERYTHROLAMPRUS BIZONA JAN (1863) (SERPENTES, XENODONTINAE): ASSEMBLING A PUZZLE WITH MANY MISSING PIECES. HERPETOLOGICAL MONOGRAPHS, v. 29, p. 40-64, . (12/00547-7, 11/50146-6)
SALES NUNES, PEDRO M.; CURCIO, FELIPE F.; ROSCITO, JULIANA G.; RODRIGUES, MIGUEL T.. Are Hemipenial Spines Related to Limb Reduction? A Spiny Discussion Focused on Gymnophthalmid Lizards (Squamata: Gymnophthalmidae). Anatomical Record-Advances in Integrative Anatomy and Evolutionary Biology, v. 297, n. 3, p. 14-pg., . (12/01319-8, 12/00547-7, 12/00492-8, 11/50146-6)

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