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A criação do Conselho de Defesa Sul-Americano e suas vinculações com as percepções de segurança cooperativa na América do Sul.

Processo: 11/21984-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2012
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Samuel Alves Soares
Beneficiário:Natália Ruani Jorge Do Prado
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Conselho de Defesa Sul-Americano

Resumo

No período da Guerra Fria, a América do Sul estava tomada por um ambiente de desconfiança e rivalidade, principalmente devido à presença de governos militares autoritários. Anos mais tarde, o fim da guerra e o início do processo de democratização caracterizaram uma mudança de cenário, promovendo um ambiente de integração e confiança mútua entre os países sul-americanos. Ademais, foi justamente esse marco que contribuiu para a passagem de um cenário de confrontação para um ambiente multipolar de cooperação em que predominasse uma multiplicidade de atores que não apenas os Estados, muito embora a anarquia continuasse a existir. A partir da proeminência desses novos atores, começaram a emergir as chamadas novas ameaças - em que se destacam o narcotráfico, o crime organizado, o tráfico de seres humanos, a depredação do meio ambiente, dentre outras -, as quais exigiram a criação de uma agenda múltipla que atendesse às perspectivas da segurança cooperativa. Com o progresso desse cenário de integração regional, no início da década de 2000 o Brasil teve a iniciativa, a partir dos padrões da União Sul-Americana das Nações, da criação do Conselho de Defesa Sul-Americano, o qual trataria exclusivamente dos problemas da América do Sul, objetivando a materialização dessa região como área de paz e estabilidade. Atualmente, embora desafios como as disparidades de interesses entre os países-membros e em suas capacidades militares ainda predominem, os Estados persistem no desenvolvimento de métodos como a criação de uma rede de intercâmbio de políticas de defesa que caracterizem tal Conselho como um complexo de consulta e coordenação em matéria de segurança e defesa cooperativa.

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