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Arte e filosofia no pós-kantismo: o debate entre Fichte e Schiller em torno do impulso estético

Processo: 11/21231-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marco Aurélio Werle
Beneficiário:Ulisses Razzante Vaccari
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estética (filosofia)   Artes

Resumo

O objetivo do presente projeto é estudar o debate ocorrido na última década do século XVIII entre Fichte e Schiller acerca da relação entre arte e filosofia. Girando em torno de questões essenciais dessa relação, tal como, por exemplo, sobre o estatuto do chamado impulso estético em relação aos impulsos prático e de conhecimento, o debate entre Fichte e Schiller, conhecido como o debate das Horas, foi sintomático de uma tensão própria daquele período, que preconizou, por um lado, a superação da estética normativa e antecipou, por outro, os principais elementos da chamada filosofia da arte do século XIX. Se esse conceito de filosofia da arte atinge seu ápice nas preleções sobre estética de Schelling e de Hegel, assim como no sistema estético de Schopenhauer, seu início está na terceira Crítica de Kant, motivo pelo qual essa obra estará sempre no horizonte do atual projeto. Tendo afinal mostrado em que medida o gênio artístico se aproxima e em que medida se afasta do filósofo, Kant, nessa obra, lança os primeiros fundamentos para se pensar uma poética ou uma filosofia da arte não mais baseada apenas na imitação, mas que levasse em conta a capacidade radical de criação da própria imaginação produtiva. Ora, o desacordo entre Fichte e Schiller se dá porque, para o primeiro, procedendo a uma leitura segundo o espírito da filosofia kantiana, esta teria indicado a possibilidade de se pensar uma aproximação entre o filósofo e o artista jamais pensada até então; enquanto que, para o segundo, realizando uma leitura mais de acordo com a letra dessa filosofia, seria preciso manter a separação que ela faz entre o gênio e o cientista. Muito embora jamais tenham concordado inteiramente entre si, o próprio debate mostra como essa era uma das questões mais prementes daquele período, a saber: qual é afinal o papel desempenhado pelo elemento estético - e, dentro deste, em especial pela poesia - no campo das investigações filosóficas? É precisamente essa questão, nesse exato período da filosofia alemã, que se procurará estudar aqui. (AU)

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