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Construção conceitual e desenvolvimento histórico de uma noção geral de morfologia: das origens leibnizianas à monadologia física de Maupertuis

Processo: 11/19638-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 28 de março de 2012
Vigência (Término): 27 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Pesquisador responsável:Mauricio de Carvalho Ramos
Beneficiário:Mauricio de Carvalho Ramos
Anfitrião: Francois Duchesneau
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Université de Montréal, Canadá  
Assunto(s):Biologia   Morfologia (anatomia)

Resumo

O presente projeto consiste em dois estudos integrados em torno da noção de morfologia no período moderno. No primeiro, proponho a elaboração de uma ideia de morfologia geral tomando como fundamento inicial certos componentes das concepções leibnizianas do vivente e do organismo, especialmente as noções de substância corporal, de expressão e de máquina natural, e, em seguida, aplico tal definição mínima na interpretação de episódios históricos particulares com o objetivo de transformá-la, determiná-la e ampliá-la. Com tal estratégia, pretendo elaborar a ideia de uma morfologia que integre funções epistemológicas e históricas, capazes de organizar, de modo contínuo, parte significativa da história das investigações modernas dos fenômenos orgânicos. Os episódios históricos que escolhi para o presente estudo são, além da filosofia de Leibniz, a noção de palingênese, tal como concebida por Kenelm Digby, a noção de afinidade química de Geoffroy juntamente com a produção de árvores metálicas na química do século XVIII e a construção, nesse mesmo século, de uma espécie de monadologia física que Maupertuis utiliza na elaboração de sua teoria da geração orgânica por meio de partes seminais psicofísicas. O segundo estudo que proponho consiste na interpretação da morfologia geral a partir da noção de forma simbólica de Ernst Cassirer. O ponto central dessa interpretação envolve a definição e a identificação das funções mítico-expressivas e científico-cognitivas do pensamento, que acredito agirem conjuntamente no desenvolvimento conceitual e histórico contínuo da morfologia que proponho. Concentrar-me-ei aqui em dois pontos: em termos de sua participação nas racionalidades mítica e científica, compararei as explicações de Leibniz e de Digby para o fenômeno da ressuscitação dos organismos e examinarei, de acordo com os mesmos parâmetros, a morfologia como um espaço orgânico e mítico situado entre os espaços geométrico e fenomênico. (AU)

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