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Filosofia da continuidade segundo Peirce e Deleuze: teoria das relações e multiplicidades (apresentação e discussão de relatórios de pesquisa em colaboração com a Profa Anne Sauvagnargues, Universidade de Paris X)

Processo: 11/18375-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 30 de abril de 2012
Vigência (Término): 02 de junho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Metafísica
Pesquisador responsável:Hélio Rebello Cardoso Júnior
Beneficiário:Hélio Rebello Cardoso Júnior
Anfitrião: Anne Sauvagnargues
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Local de pesquisa: Université Paris Ouest Nanterre La Défense (Paris 10), França  
Assunto(s):Semiótica   Fenomenologia (filosofia)   Ontologia (filosofia)

Resumo

O estágio/bolsa pretendido no período de 01 a 31 de maio de 2012, junto à Universidade de Paris X, Nanterre, França, diz respeito longo relacionamento com a Profª Colaboradora, Anne Sauvagnargues, e seu grupo de pesquisas. Os principais elos dessa relação são o projeto intitulado, Filosofia da continuidade segundo Peirce e Deleuze: teoria das relações e multiplicidades, que atualmente está em curso, em colaboração da referida Professora. Além disso, elaboramos em conjunto, para implemento em 2012, um programa para intercâmbio internacional através do CAPES/COFECUB (solicitação em trâmite). Sendo assim, no período de 1 mês (maio 2012) requerido para o estágio/bolsa no exterior visam estreitamento de laços acadêmicos e apresentação e discussão dos resultados do projeto Filosofia da Continuidade... Deleuze foi reconhecidamente devedor de Peirce quanto à Semiótica. Por outro lado, Peirce não foi incluído por Deleuze em seus estudos ontológicos. Sendo assim, o trabalho que realizei acerca do contato de Deleuze com a Semiótica e a Fenomenologia peirceanas levou, com certa naturalidade, a tratá-los em torno de seus conceitos ontológicos, por entender que nessa relação haveria certa reciprocidade radicada em caracteres internos ao pensamento de ambos. O presente projeto, que se integra com outros de meus estudos em torno das ontologias de Peirce e Deleuze, dedica-se às contribuições de ambos ao problema filosófico da continuidade, que é aqui delimitado em torno da teoria das relações e das multiplicidades, tendo em vista critérios e objetivos que serão apresentados. Partimos de algumas descobertas que vêm de pesquisas concluídas ou em curso; essas descobertas são as seguintes: a) o problema da continuidade corrobora, em Peirce e Deleuze, certo Pragmatismo filosófico contrário à tese do dualismo ontológico; b) o sucedâneo da continuidade é a aposta de ambos em uma teoria das relações que dispensa uma ontologia calcada no verbo Ser substancial; c) o estudo das relações, por sua vez, desencadeia uma teoria das multiplicidades quanto a suas variedades, sendo ambos neste caso tributários de Riemann, quanto ao modelo matemático. O projeto ora procura dar um mergulho nesses elementos e por isso aduzir as seguintes hipóteses de trabalho: a) quanto à continuidade, precisamos entender o Sinequismo de Peirce que ensina que a realidade tem um caráter ininterrupto e fluido, a fim de aproximá-lo da tese deleuzeana acerca do "ser do devir"; b) quanto à teoria das relações, precisamos averiguar se há proximidade e ganhos recíprocos, pois para Peirce e Deleuze relações têm um estatuto categorial, a começar pela tipologia: relações existenciais/relacionamentos existenciais (Peirce) e relações naturais/relações abstratas (Deleuze); e c) quanto à teoria das multiplicidades, enfim, há uma classificação que também se aproxima: multiplicidades discretas/multiplicidades contínuas (Peirce) e multiplicidades atuais/multiplicidades virtuais, neste caso parece-nos que Peirce tem a ensinar quanto ao detalhamento matemático das multiplicidades discretas/atuais, enquanto Deleuze se destaca quanto aos problemas ontológicos consequentes à definição das multiplicidades virtuais/contínuas (o problema da substância múltipla). A teoria das relações e as multiplicidades já têm uma tradição como temática na literatura dedicada a Peirce. Em Deleuze, o tratamento desses temas ainda é local e esparso, basicamente situado entre comentadores anglófonos, no entanto, não há ainda atenção suficiente para o elo relações-multiplicidades, que é o ponto-chave da presente proposta. Ao mesmo tempo, não se tem considerado Peirce como interlocutor para a investigação desse binômio, elemento essencial para a consecução dos estudos deleuzeanos, como procurarei evidenciar. (AU)

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