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A nova geopolítica das mudanças climáticas: o papel de Estados Unidos e China

Processo: 11/11247-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2012
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Wagner Costa Ribeiro
Beneficiário:Helena Margarido Moreira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/19395-2 - Fatores domésticos e sua influência na política climática global, BE.EP.DR
Assunto(s):Geografia política   China   Estados Unidos   Geopolítica

Resumo

A questão climática se situa no tema da regulação internacional do meio ambiente e inerentemente necessita de uma cooperação em nível internacional. Entretanto, as negociações internacionais sobre a contenção da mudança do clima não têm sido direcionadas rumo à solução eficaz do problema. Desde a assinatura da Convenção-Quadro de Mudança Climática, em 1992, as desigualdades no diálogo Norte-Sul, legitimadas pelo princípio definidor desta Convenção (princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas), e que opõem países desenvolvidos e países em desenvolvimento, nos termos usados nos documentos das negociações, tem sido apontadas como a principal razão pela ineficácia em direção ao tratamento do problema. Atualmente, nos deparamos com uma nova configuração da geopolítica das mudanças climáticas, especialmente após a Conferência de Copenhague (2009) que não divide mais o debate em Norte e Sul, mas que coloca os países em grupos com interesses semelhantes, em termos de espacialização das emissões de gases de efeito estufa e de vulnerabilidade às mudanças climáticas. O objetivo desta pesquisa é analisar as posições de Estados Unidos e China, os maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa, e como elas conformam a nova geopolítica das mudanças climáticas. Pretendemos, por meio da leitura e análise de documentos e decisões tomadas pelas conferências das Partes e de planos e propostas nacionais, avaliar de que forma os constrangimentos políticos e econômicos internos determinam as posições que tais países assumem nas negociações do subsistema da ordem ambiental internacional referente às mudanças climáticas, e como isso impacta na negociação de um novo acordo climático mundial. O período a ser avaliado é o que compreende às negociações dos chamados diálogos pós-Kyoto (2005 a 2012). Para essa análise, nos utilizaremos de teorias e conceitos da Geografia Política (território e soberania), da Ecologia Política (ecopolítica, ecologismo dos pobres e justiça ambiental) e das Relações Internacionais (teoria da interdependência e ordem ambiental internacional). As negociações das mudanças climáticas abarcam várias dimensões (ambiental, econômica, política, científica e social) simultaneamente, o que lhe confere um caráter interdisciplinar. Tal abordagem vai combinar as dimensões nacional/internacional, situando esta pesquisa entre a Geografia Política e as Relações Internacionais.

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MOREIRA, Helena Margarido. A formação da nova geografia política das mudanças climáticas: o papel de Estados Unidos e China. 2015. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD) São Paulo.

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