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Ética, estética e ethos discursivo como processos de subjetivação e incorporação de sujeitos em narrativas literárias brasileiras

Processo: 11/09881-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de agosto de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Roberto Leiser Baronas
Beneficiário:Samuel Ponsoni
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/12183-2 - Nomes próprios na literatura à luz da análise do discurso: perspectivas de pesquisa, BE.EP.DR
Assunto(s):Análise do discurso   Ethos   Discurso literário

Resumo

Durante um dos regimes ditatoriais brasileiro (1964-1985), manifestações artísticas de diversas ordens, mesmo que restritas por censuras legalizadas institucionalmente, não cessaram totalmente. Dada a importância dessas manifestações artísticas no período referido como uma das tentativas de escapar, entender e criticar a opressão sociopolítica e, entre essas manifestações, as literárias, é nosso objetivo analisar de que forma as construções autorais literárias criaram condições de possibilidade para produzir subjetividades e incorporar sujeitos-interlocutores a lugares discursivos de sentidos, por meio das narrativas de alguns livros publicados no Brasil daquele momento. Sendo assim, querermos refletir como as obras Cadeiras proibidas, 1976, Os banheiros, 1979, Seminário dos ratos, 1977 e A máquina extraviada, 1976, geriram imagens de si, da perspectiva do ethos discursivo, para um contexto histórico-social específico, capazes de construir saberes subjetivos e identitários sobre sujeitos e a história que os cercavam, engendrando de algumas maneiras sua cena enunciativa, ou seja, levando-se em conta um tipo de discurso, certos gêneros e a maneira como se desenvolveram as narrativas, bem como um conjunto de autores que se propuseram a uma forma de narrar suas construções autorais. Esses elementos, acreditamos, compõem o conjunto de formas de adesão dos interlocutores a um discurso almejado por seus autores, inicialmente diante de uma interpretação da ética e da estética, construindo, assim, dispositivos de saber para novas formas de subjetividades e identificações. De um mirante discursivo, sobretudo de orientação francófona, passando por Foucault (2009, 2001) e Maingueneau (2006), trataremos os materiais de análise a partir do procedimento metodológico que busca em um mesmo processo descrever/interpretar elementos linguísticos e elementos discursivos, compreendidos no ethos da dimensão cenográfica e nos dispositivos de saberes de subjetividade éticos e estéticos.

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