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Avaliação da expressão das proteínas anti-inflamatórias anexina-1 e galectina-1 em úlcera gástrica e metaplasia intestinal

Processo: 11/11559-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Ana Elizabete Silva
Beneficiário:Ana Flávia Teixeira Rossi Freire
Instituição Sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Helicobacter pylori   Úlcera gástrica   Expressão gênica
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:anexina-1 | expressão gênica | galectina-1 | Helicobacter pylori | metaplasia intestinal | Úlcera gástrica | Genética e Câncer

Resumo

O câncer gástrico continua como a segunda principal causa de morte relacionada ao câncer mundialmente, apesar da redução em sua incidência. Os principais fatores de risco consistem em alterações pré-malignas da mucosa gástrica, como a gastrite crônica, metaplasia e displasia, freqüentemente iniciadas pela inflamação crônica causada pela bactéria Helicobacter pylori. A úlcera gástrica, uma lesão crônica da mucosa gástrica, também pode preceder o processo de carcinogênese do estômago. A progressão dessa cascata de lesões é determinada por múltiplos fatores, incluindo o genótipo bacteriano, a predisposição genética do hospedeiro e a exposição a outros fatores ambientais como a dieta e o tabagismo. Dentre os fatores genéticos do hospedeiro encontra-se a expressão de genes envolvidos na resposta inflamatória à infecção pela bactéria, como dos codificadores de proteínas anti-inflamatórias como a Anexina-1 e a Galectina-1. Alterações na expressão dessas proteínas têm sido associadas com a progressão tumoral sugerindo um papel na regulação da proliferação celular, migração/invasão das células epitelias. Contudo na carcinogênese de estômago ainda há poucos estudos e com resultados discordantes, portanto o padrão de expressão e envolvimento desses genes neste tipo de neoplasia não está claro. Além do mais em lesões precursoras como a metaplasia e úlcera tais estudos são praticamente inexistentes. Recentemente finalizamos uma pesquisa sobre a expressão gênica e protéica da Anexina-1 e a Galectina-1 em gastrite crônica e câncer gástrico com resultados interessantes, em que observamos tanto a expressão do RNAm e da proteína anexina-1 elevada em gastrite e no câncer gástrico, mas a galectina-1 apresentou expressão elevada apenas no câncer gástrico. Portanto foi evidenciada expressão alterada desses genes em uma lesão inicial e no câncer, dessa forma sendo interessante também investigar em outras lesões precursoras que fazem parte da cascata de progressão do câncer de estômago. Dessa forma, considerando o papel da inflamação como mediador do processo carcinogênico e que muitas mudanças transcricionais que alteram os níveis de expressão gênica ocorrem nos estágios iniciais do desenvolvimento do câncer, podendo ser detectadas em lesões precursoras, os objetivos do presente estudo são: (a) avaliar a expressão quantitativa do RNAm dos genes ANXA1 (anexina 1) e LGALS1 (galectina 1) envolvidos na resposta inflamatória em amostras de metaplasia intestinal, úlcera gástrica e mucosa gástrica normal, pela técnica de PCR em tempo real; (b) avaliar a expressão das referidas proteínas por método imuno-histoquímico nas mesmas amostras e verificar se há concordância com os níveis de expressão do RNAm; e (c) investigar a ocorrência de infecção pela H. pylori e o genótipo cagA, assim como a ocorrência de associação entre padrão alterado de expressão gênica e protéica com infecção e genótipo da bactéria. Os resultados deverão trazer novos conhecimentos sobre o padrão de expressão das proteínas anti-inflamatórias ANXA1 e Gal-1 em lesões gástricas pré-cancerosas e comparação com os resultados obtidos em gastrite crônica e no adenocarcinoma gástrico. Essas informações poderão auxiliar na compreensão das mudanças que ocorrem nos níveis de expressão dessas proteínas na carcinogênese do estômago em associação com o fator de virulência cagA bacteriano, podendo auxiliar outras pesquisas para o estabelecimento de estratégias para detecção de grupos de risco com o estabelecimento de diagnósticos mais precoces e terapias mais efetivas para combater a inflamação.

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