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Ação modulatória da co-chaperona BAG2 sobre os níveis da proteína Tau: um estudo celular e molecular utlizando RNA de interferência em cultura de células do hipocampo

Processo: 10/04152-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Daniel Carneiro Carrettiero
Beneficiário:Laiz Furlan Balioni
Instituição Sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Alzheimer   Receptores nicotínicos   Proteínas tau   Peptídeos beta-amiloides
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Alzheimer | Bag2 | Chaperonas | receptore nicotínicos | Tau | Neurociências

Resumo

A doença de Alzheimer (DA), a mais comum dentre as doenças neurodegenerativas, afeta mais de 20 milhões de pessoas mundialmente. O encéfalo destes pacientes é caracterizado pela acumulação de placas senis, contendo o peptídeo beta-amiloide (A²) e de emaranhados neurofibrilares, contendo a proteína Tau hiperfosforilada. Além destas alterações, a redução de receptores nicotínicos é também característica marcante da doença. No entanto, as relações entre estes componentes bem como a origem que leva à neurodegeneração ainda permanece obscura e incerta na literatura científica. Basicamente, a proteína Tau, molécula associada aos microtúbulos, é uma fosfoproteína e sua atividade é regulada pelo grau de fosforilação. Diversos estudos demonstram que a ativação dos receptores nicotínicos ±7 (nAChRs), tanto pela Nicotina quanto pelo próprio peptídeo A², aumenta os níveis de Tau hiperfosforilada, provavelmente via p38 MAP Kinase. A hiperfosforilação de Tau, além de promover a desestabilização dos microtúbulos, ainda é considerada tóxica para o ambiente intracelular. Nestas condições, Tau deveria ser reparada (desfosforilada) ou sujeita à proteólise; no entanto, na DA, esta proteína se agrega e se torna altamente resistente aos processos de degradação celular. Estas inclusões de Tau hiperfosforiladas são marcadas com cadeias de ubiquitina. A presença destas inclusões ubiquitinadas sugere defeitos na proteólise de Tau já que proteínas ubiquitinadas deveriam ser degradadas pelo sistema proteossomo-ubiquitina (UPS). O sistema UPS utiliza um complexo proteico formado essencialmente pelas chaperonas CHIP/Hsp70, o qual participa ativamente no destino de cada molécula de Tau dentro da célula. Em colaboração com o prof. Kosik (UCSB/USA), o orientador deste projeto, professor Daniel Carneiro Carrettiero, descobriu que a proteína BAG2, inibindo a ubiquitinação de Tau por bloquear o sistema de degradação UPS (inibe CHIP), parece desviar a via preferencial de degradação ubiquitina-dependente para uma via não preferencial, mas extremamente eficiente. Esta via, não muito usual, parece promover uma degradação drástica das formas tóxicas de Tau (hiperfosforilada). A proteína BAG2 parece se regulada pela via p38 MAP Kinase, a mesma via ativada pelos receptores nicotínicos. Assim, o objetivo do presente projeto será avaliar a atividade da proteína BAG-2 sobre a degradação da proteína Tau na presença da ativação dos receptores nicotínicos em neurônios provenientes do hipocampo de ratos e em linhagem de células que expressam os receptores ±7. Este trabalho irá acrescentar informações bastante relevantes no que se refere à elucidação dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento da doença de Alzheimer bem como para a relação entre suas principais características da DA: Tau, A² e receptores nicotínicos. (AU)

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