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Os modos de relações e a co-construção dos recursos comunicativos em bebês que vivem em diferentes contextos de acolhimento.

Processo: 10/01919-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Pesquisador responsável:Katia de Souza Amorim
Beneficiário:Gabriella Garcia Moura
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Abrigo   Desenvolvimento   Comunicação   Desenvolvimento infantil   Linguagem   Bebês

Resumo

As medidas de acolhimento são definidas pelo ECA (1990) como entidades de atendimento cujos serviços prestados visam prevenir ou acolher, provisoriamente, crianças e adolescentes cujos direitos fundamentais tenham sido violados. Teria como função ser um local de transição até que essa criança seja encaminhada para família substituta ou volte para sua família de origem. Diante de tal universo, levantamos algumas questões: é possível que diferentes modalidades de acolhimento, e o conseqüente modo como estes ambientes se organizam e significam as crianças e suas relações, possam despertar particularidades na co-construção de relações adulto-crianças? Especificamente, como o bebê se relaciona com e se desenvolve neste ambiente? Partindo dos pressupostos interacionistas de desenvolvimento, isto é, considerando a constituição subjetiva a partir das relações dialógicas estabelecidas com o outro/ambiente, num processo ativo e dialético, a presente pesquisa visa investigar, em duas diferentes modalidades de acolhimento - Casa Abrigo e Família Acolhedora -, os modos de construção das relações de bebês com os adultos cuidadores. A meta é focalizar o diálogo entre eles e os recursos comunicativos utilizados na dinâmica das relações estabelecidas. Considerando que tais reflexões e questionamentos implicam a investigação de fenômenos sociais complexos, envolvendo aspectos individuais, organizacionais, estruturais, grupais, entre outros, optamos por uma metodologia que apreendesse a complexidade, sem perder o aspecto processual, qual seja, estudos de caso múltiplos. Em cada modalidade de acolhimento, serão acompanhados dois bebês, com faixa etária entre 5 e 10 meses. A principal via de coleta de dados será gravações de vídeos naqueles contextos. Essas serão feitas, semanalmente, por três meses. Aliados a esse procedimento, também serão realizadas análises documentais e entrevistas, sendo que tais instrumentos metodológicos nos permitirão compreender quais os sentidos e significados de acolhimento que estão imersos tanto no cenário macropolítico (por meio das normatizações e legislações), como micropolítico (concepções correntes no cotiano das duas modalidades de acolhimento). Ajudarão, portanto, a atribuir significados a elementos presentes nas videogravações. A análise dos dados coletados será realizada a partir da concepção histórico-cultural de desenvolvimento humano, que pensa a constituição da subjetividade numa perspectiva relacional e o universo semiótico como mediador desse processo - particularmente, a perspectiva da Rede de Significações será utilizada enquanto instrumental teórico-metodológico. A análise será microgenética, a fim de compreender as (trans)formações ocorridas nas formas de se relacionar e se comunicar dos bebês. O projeto é parte de um grupo de estudos que investiga o desenvolvimento nos dois primeiros anos de vida. Além da contribuição teórica a respeito de desenvolvimento de bebês, este trabalho poderá contribuir para construir conhecimento que sirva de suporte para atividades de formação de pessoal que atua em programas sociais de acolhimento.

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MOURA, Gabriella Garcia. \Quem não pega, não se apega\ : o acolhimento institucional de bebês e as (im)possibilidades de construção de vínculos afetivos. 2012. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (PCARP/BC) Ribeirão Preto.

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