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A manifestação das noções de ignorância e de conhecimento no português brasileiro: os casos de "algum" e "(um) certo".

Processo: 09/06371-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2012
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Ana Lucia de Paula Muller
Beneficiário:Lidia Lima da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Semântica   Semântica formal   Pragmática

Resumo

O estudo de diferentes línguas tem permitido observar a existência de pronomes indefinidos e de determinantes indefinidos que podem ser associados ao estado de conhecimento ou desconhecimento do falante, ou de outro agente saliente (como o sujeito da sentença) em relação ao referente do sintagma de determinante (constituído pelo pronome ou pelo determinante e um nome). Muitos estudiosos (cf. ABUSCH; ROOTH, 1997; ALONI, 2007; ALONI; VAN ROOIJ, 2007; ALONSO-OVALLE; MENÉNDEZ-BENITO, 2010; BECKER, 1999; CHIERCHIA, 2006; CONDORAVDI, 2005; EBERT; EBERT; HASPELMATH, 1997; HINTERWIMMER, 2009; FALAUS, 2009; FARKAS, 2006; GIANNAKIDOU, 2009; IONIN, 2008; JAYEZ & TOVENA, 2006; KRATZER & SHIMOYAMA, 2002; ZAMPARELLI, 2007; entre outros) têm se dedicado à descrição e à análise desses indefinidos. O objetivo deste trabalho é descrever e explicar, a partir do aparato teórico da semântica formal, as contribuições semânticas e pragmáticas de algum e (um) certo e a contribuição que cada uma delas traz para o significado das sentenças em que aparecem. Defende-se que, no que diz respeito à marcação da identificabilidade do referente, esses indefinidos estão em posições opostas, pois enquanto algum combinado com nomes contáveis e massivos marca que o falante (ou outro agente saliente) não está em condições de identificar o referente do DP, um certo por sua vez marca que o falante pode identificar o referente. No entanto, quando combinados com nomes abstratos como charme ambos marcam vagueza em relação a um escala de grau presente no nome. Este trabalho pretende ser uma contribuição para o entendimento da semântica de determinantes indefinidos no português brasileiro. Ao descrever e analisar o comportamento semântico e pragmático de algum e (um) certo, este texto contribui, de maneira mais abrangente, para o estudo que tem se desenvolvido em várias línguas com o objetivo de construir uma tipologia para indefinidos associados ao estado epistêmico do falante.

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
SILVA, Lidia Lima da. A manifestação das noções de ignorância e de conhecimento no português brasileiro: o caso de algum e (um) certo. 2012. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD) São Paulo.

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