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Ser Enfermeiro Negro na Perspectiva da Transculturalidade do Cuidado

Processo: 09/02735-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem
Pesquisador responsável:Genival Fernandes de Freitas
Beneficiário:Bárbara Barrionuevo Bonini
Instituição-sede: Escola de Enfermagem (EE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Racismo   História da enfermagem

Resumo

Os estereótipos surgem de processos culturais que dão origem a expectativas, hábitos, julgamentos ou falsas generalizações e se mostram propícios à reprodução do pensamento preconceituoso, fortalecendo o preconceito e servindo para justificá-lo. Os estereótipos sobre a figura da enfermeira são, até hoje, veiculados com freqüência pelos meios de comunicação, inclusive a internet, em que se reforça, muitas vezes, a questão do preconceito social e até mesmo racial, mas a questão social da subestimação ou desvalorização do papel da enfermeira como uma mulher, que deve ajudar o médico a curar o paciente, fazendo aquilo que não interessa ao médico fazer. O Brasil ao longo do século XX, construiu para si uma imagem de que seria um país isento de preconceito racial. Isto seria derivado de um modelo colonização de origem ibérica que teria favorecido a formação de uma nação mestiça. Do mesmo modo o preconceito de cor, ainda que pudesse ocorrer em alguns casos, seria atenuado por uma série de fatores de corte subjetivo e afetivo, ampliando as possibilidades de convívio entre as diferentes cores/etnias e fazendo com que, em nosso país, tenha sido gerada uma "democracia racial". No caso da enfermagem, ao se referir à origem e ao ingresso das primeiras alunas na Escola de Enfermagem Anna Nery, destaca-se que esse ingresso passou a depender não só da posse do diploma do curso normal, mas também era pré-requisito não formalizado que a candidata fosse de "raça branca". Tentou-se assim barrar o acesso à profissão não apenas das mulheres originárias das classes menos favorecidas, como àquelas oriundas do contingente populacional majoritário de negros e mestiço.O presente estudo tem como objetivo central descrever questões da identidade do ser enfermeiro(a) negro formado pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo a partir da perspectiva da Teoria da Enfermagem Transcultural através da análise de situações de preconceito vividas por esses enfermeiros frente a sua escolha profissional, sua formação acadêmica e a sua inserção no mercado de trabalho.Por ser o presente trabalho de natureza descritiva, histórico-social e exploratória, optamos pelo o método da História Oral, que é um método de pesquisa que utiliza a técnica da entrevista e outros procedimentos articulados entre si, no registro de narrativa da experiência humana. Optou-se também pelo método da História Oral Temática pelo fato desse ser um método que possibilita que as pessoas falem livremente, em seus respectivos contextos. Assim, ao escolhermos esse referencial teórico, fizemo-lo por acreditarmos que possibilita o desvelar do fenômeno estudado. A presente investigação propicia fazer da História uma atividade mais democrática a cargo das próprias comunidades, uma vez que permite construir a História a partir das próprias palavras daqueles que a vivenciaram e que participaram de um determinado período, mediante suas referências e, também, do seu imaginário, possibilitando o registro de reminiscências das memórias individuais ou a reinterpretação do passado.

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