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Análise da argumentação e de seus processos formadores em uma aula de Biologia

Processo: 08/08959-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Ensino-aprendizagem
Pesquisador responsável:Silvia Luzia Frateschi Trivelato
Beneficiário:Renata de Paula Orofino Silva
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cultura científica   Ensino de ciências   Argumentação

Resumo

A ciência vem sendo considerada pelos sociólogos e filósofos da ciência como uma cultura. Essa classificação nos permite olhar para a ciência como uma prática de características próprias e validada socialmente. Como parte principal dessa cultua colocamos a linguagem, que representa cerca de dois terços do esforço de trabalho dos cientistas. Essa linguagem tem como principal discurso o argumentativo, presente desde a formulação de hipóteses até a validação dos resultados de uma pesquisa junto à comunidade científica.Segundo as idéias da alfabetização científica o ensino de ciências deve contemplar mais elementos da ciência que simplesmente os conhecimentos já estabelecidos pelo trabalho dos cientistas, de maneira a formar cidadãos mais capazes de opinar sobre a prática científica e sobre as implicações sociais dos trabalhos dos cientistas. Um exemplo explicativo seria uma maior atuação em decisões como o uso de células tronco embrionárias em pesquisas, que depende de algum conhecimento científico para que possamos tomar partido.O atual ensino de ciências no Brasil ainda não atende a essas novas exigências, o que leva o país a se encaixar abaixo do nível mínimo descrito pelo PISA em vários quesitos avaliados. Em contrapartida, o ensino de ciências na educação básica não deve almejar formar futuros cientistas, mas sim formar cidadãos capazes de participar do mundo em que vivem de maneira mais significativa. Como forma de analisar o discurso dos alunos em sala de aula, muitas pesquisas se valem do modelo argumentativo de Toulmin, que permite uma separação dos elementos dos argumentos e sua melhor visualização. A partir de uma atividade investigativa com alunos do 1º ano do ensino médio pretendemos analisar o discurso argumentativo presente nos relatórios finais dos alunos e verificar se esses alunos, participantes de uma atividade diferenciada, são capazes de aportar conhecimentos sobre as práticas e procedimentos científicos. Estamos também interessados em saber se a escrita do aluno participante de uma atividade investigativa usa as mesmas marcas lingüísticas que o cientista durante o seu trabalho, o que representaria uma maior apropriação da ciência pelo aluno.

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