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Estudo para o estabelecimento de uma nova estrategias de clonagem in vitro de cattleya, cymbidium e paphiopedilum (orchidaceae) por meio da utilizacao de gemas laterais de caules estiolados

Processo: 08/55999-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Gilberto Barbante Kerbauy
Beneficiário:Lia Chaer
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estiolamento   Etilenos   Micropropagação vegetal   Catasetum   Orquídea

Resumo

A clonagem de plantas in vitro é utilizada principalmente para elevar a taxa de multiplicação, eliminar patógenos e reduzir custos e tempo de disponibilização dos produtos no mercado. No nosso laboratório, esta ferramenta de trabalho vem sendo utilizada em estudos de processos básicos de fisiologia e ao aprimoramento da técnica de micropropagação, principalmente de orquídeas. Plantas do gênero Catasetum apresentam atividade indeterminada do meristema apical caulinar (MAC) quando incubadas no escuro, originando em pouco tempo longos estolões, comportamento raro no reino vegetal. Cada nó do caule estiolado possui uma gema lateral, que quando isolada e incubada no claro forma rapidamente uma planta completa, facilitando a micro-propagação. A maioria dos eventos fotomorfogênicos envolve a atuação de hormônios e de mensageiros secundários. O objetivo deste estudo é compreender os efeitos da ausência de luz, do etileno, da giberelina e do óxido nítrico (NO) na atividade do MAC de C. fimbriatum. Buscar-se-á induzir o estiolamento em orquídeas comerciais dos gêneros Paphiopedilum, Cattleya e Cymbidium, visando o estabelecimento de uma metodologia de micro-propagação baseada naquela utilizada para C. fimbriatum. Serão utilizadas plantas micro-propagadas de C. fimbriatum (clone CFC1), e estas acima indicadas, obtidas por meio da germinação assimbiótica. Após 120 dias de incubação, as plantas serão transferidas para o escuro e tratadas com diferentes concentrações de ácido giberélico, paclobutrazol (inibidor de biossíntese de giberelina), etileno, 1-metilciclopropeno (substância inibidora da ação do etileno), NO, nitroprussiato de sódio (doador de NO) e carboxi-PTIO (seqüestrador de NO). Análises semanais dos teores de etileno e de NO acumulados nos frascos serão conduzidas por meio de cromatografia gasosa e quimiluminescência, respectivamente. Após 90 dias, serão feitas medidas de tamanho do caule e raízes, número de gemas e de raízes liberadas, tamanho dos pseudobulbos e suas massas fresca e seca. Verificar-se-á a porcentagem de plantas regeneradas através do cultivo in vitro de segmentos dos caules estiolados, de forma a desenvolver protocolos de micro-propagação para as diferentes espécies. (AU)

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(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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