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O problema da coisa em si entre teoria e prática: uma exigência crítica

Processo: 07/59421-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de maio de 2008
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Maria Lucia Mello e Oliveira Cacciola
Beneficiário:Monique Hulshof
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Kantismo   Moral   Crítica (filosofia)

Resumo

Em nossa pesquisa de mestrado, procurávamos compreender o aparente conflito entre as diferentes asserções que Kant faz sobre as coisas em si mesmas nos contextos distintos de fundamentação teórica e prática. Tínhamos o intuito de identificar se estas constituíam uma estrutura aporética no pensamento kantiano - de acordo com o que apresenta Lebrun -ou se seria possível dissolver o aparente conflito a partir da interpretação da distinção entre fenômenos e números como diferentes modos de considerar a mesma coisa. As dificuldades encontradas em nossas análises e a compreensão da complexidade do problema nos levaram, entretanto, a uma nova estratégia de leitura que resultou em uma mudança dos objetivos da pesquisa. Em nossa pesquisa de doutorado direto, pretendemos analisar, por um lado, as exigências das investigações críticas realizadas em cada um desses contextos que conduzem o filósofo a formular diferentes modos de pensar as coisas em si e, por outro lado, observar o esforço sistemático com que retoma esses modos buscando conciliá-los. Em poucas palavras, propomo-nos a reencontrar, ao lado da estrutura aporética apontada por Lebrun, às articulações sistemáticas por meio das quais Kant apresenta como meramente aparente o conflito entre as afirmações sobre as coisas em si. Assim, se no contexto teórico, procuramos compreender o pensamento das coisas em si mesmas - por meio do conceito problemático e negativo de número - como uma exigência do caráter transcendental da investigação sobre a possibilidade do conhecimento sintético a priori, no contexto prático, compreendemos a realidade objetiva atribuída ao pensamento das coisas em si mesmas como exigência da fundamentação da ação moral e pretendemos investigar em que sentido Kant pode atribuir realidade objetiva sem contradizer o que havia estabelecido no domínio teórico. (AU)

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
HULSHOF, Monique. A coisa em si entre teoria e prática: uma exigência crítica. 2011. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD) São Paulo.

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