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Utilização do PTT (Pulse Transit Time) para medição de pressão arterial não invasiva em aplicações veterinárias

Resumo

O método mais utilizado hoje para medição de pressão arterial não invasiva data do final do século 19 desenvolvido por Scipione Riva-Rocci em 1896. Nele uma braçadeira (manguito) é inflada e desinflada no braço do paciente para identificar indiretamente a pressão sistólica, diastólica e média. O método se popularizou por ser simples, rápido e barato e o procedimento pode ser feito usando um estetoscópio, um doppler ou um sensor oscilométrico, sendo este último o único automatizável. O único método automatizado, o oscilométrico, ainda traz alguns inconvenientes adicionais. Na medicina humana, o paciente deve permanecer sentado e imóvel. Quando necessário um monitoramento constante (como no exame MAPA - Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial, que mede a pressão arterial a cada 20 minutos, durante 24 horas, para a obtenção do registro da pressão arterial durante a vigília e o sono), as medidas são imprecisas devido à movimentação do paciente e, por necessitar de uma espécie de compressor de ar para inflar o manguito, atrapalha o sono. Na medicina veterinária, não é recomendável usar o método oscilométrico em animais despertos devido ao movimento. A taxa de sucesso nas medições é extremamente baixa e mesmo assim a medida é imprecisa. A imprecisão faz com que tanto em aplicações humanas quanto veterinárias seja indicado sempre 5 medições como forma de mitiga-la. Para muitas aplicações, a automação na obtenção da pressão arterial é necessária. Como exemplos temos o já citado MAPA e cirurgias (humanas e veterinárias) onde é necessário medir constantemente a pressão arterial. Dessa forma, utilizar um método não invasivo que não seja sensível aos fatores externos, automático e barato traria melhorias significativas aos procedimentos que tem a medição da pressão arterial uma importante ferramenta. O método PTT (Pulse Transit Time) baseia-se no tempo que a onda provocada pela contração ventricular leva para se propagar pelo sistema arterial central. Há uma correlação entre a velocidade de propagação do pulso e pressão sistólica. Quanto menor a velocidade de propagação maior é a pressão sistólica. A medição do tempo de propagação ou da velocidade pode, potencialmente, permitir a monitoração não invasiva constante da pressão arterial. Como não há necessidade de comprimir-se um manguito em volta de um membro o método pode ser eficientemente usado em aplicações onde não há como se evitar o movimento durante a medição. O presente projeto de pesquisa propõe analisar a viabilidade de aplicação da técnica PPT em ambiente veterinário. A monitoração contínua da técnica pode substituir a monitoração continua invasiva, cateter, com vantagens tanto da qualidade da medição quanto da adequação ao animal. O fundamento da técnica se baseia na composição da parede da artéria e neste projeto de pesquisa será desenvolvido um modelo matemático para representar o comportamento dinâmico da parede da artéria. O modelo será a base para o processamento digital do sinal medido por um ECG e um oxímetro. O resultado pode ser usado em um vestível para animais de diferentes tamanhos permitindo a monitoração continua da pressão arterial o que é base para uma eficiente profilaxia de moléstias cardiovasculares. O projeto será dividido em 3 partes: análise do cenário atual, desenvolvimento de vantagem competitiva e validação da vantagem desenvolvida. Em todas as etapas, a empresa utilizará o modelo de negócio Canvas para validar o direcionamento estratégico pensando em passos futuros. (AU)

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