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Inibição da via GMPc/NO no choque circulatório causado pela disfunção endotelial vasoplégica

Processo: 17/03124-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2017 - 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Barbosa Evora
Beneficiário:Paulo Roberto Barbosa Evora
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Andrea Carla Celotto ; Livia Arcêncio Do Amaral ; Tales Rubens de Nadai ; Walusa Assad Goncalves Ferri
Assunto(s):Choque circulatório  Choque cirúrgico  Vasoplegia  Resistência vascular  Disfunção endotelial  GMP cíclico  Óxido nítrico  Azul de metileno  Índigo carmim 

Resumo

Embora a maioria dos estados de choque esteja associada com diminuição do débito cardíaco, uma situação distinta ocorre nos casos de choques por diminuição da capacitância vascular onde a situação de vasoplegia associa-se a elevação do débito cardíaco configurando uma situação hiperdinâmica com hipotensão grave resistente a altas doses de catecolaminas. É importante relatar que mesmo nessa situação pode ocorrer depressão miocárdica com baixas frações de ejeção e dilatação biventricular. O mau prognóstico parece mais bem correlacionado com a baixa resistência vascular, levando à conclusão que a vasoplegia é o fator prognóstico determinante. Dessa forma o controle parácrino da capacitância vascular passa a ser um fator extremamente importante para investigações clínicas e experimentais na busca de novos conhecimentos fisiopatológicos e terapêuticos que possam contribuir para o tratamento e prognóstico da vasoplegia. Ressalte-se que a disfunção endotelial vasoplégica está associada a todos os tipos de estado de choque.Ao lado do fundamental princípio do tratamento da causa, o tratamento do choque circulatório ainda é embasado principalmente na expansão volumétrica e na utilização de aminas vasoativas, que necessitam progressivamente de doses crescentes, associando-se a alta morbimortalidade. Essa conduta clássica envolve o sistema AMPc sem considerar a possibilidade de atuar bloqueando o sistema GMPc. Temos defendido a teoria de que o bloqueio do sistema GMPc seria uma conduta bastante razoável e através de um mecanismo tipo "crosstalk" facilitaria a ação das aminas com melhores efeitos da noradrenalina. Essa possibilidade vem sendo comprovada pela utilização do Azul de Metileno no tratamento de choques circulatórios distributivos, tanto do ponto de vista experimental, como do ponto de vista clínico. 1. Até o momento toda a experiência está embasada utilização do Azul de Metileno pela possibilidade de utilização no ser humano. A vantagem da inibição do sistema GMPc teria que ser testada utilizando-se outros bloqueadores. Pretende-se repetir os experimentos realizados com o AM, utilizando-se os bloqueadores Indigo Carmim e ODQ.2. Pretende-se repetir esses experimentos com diferentes modelos (por exemplo pela indução do choque por lipopolissacáride, hemorragia controlada) em diferentes espécies animais (porcos e ratos).3. A hipótese de que o bloqueio do sistema GMPc/NO possa ser detrimental para a circulação pulmonar de neonatos, pretende-s realizar experimentos com porcos neonatos. 4. Testar a isolada evidência experimental do papel do AM como "protetor" da microcirculação contra as crescentes concentrações de aminas vasoconstritoras no controle da hipotensão arterial refratária. (AU)

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