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O que será do amanhã? Discurso e arquivo em jogo no museu

Resumo

Com esse projeto, objetivamos analisar, à luz da teoria discursiva proposta por Michel Pêcheux e seus sucessores, algumas exposições do Museu do Amanhã (doravante MA), inaugurado recentemente e tornado ponto turístico na cidade do Rio de Janeiro. Mobilizando os conceitos de sujeito, arquivo, memória e acontecimento discursivos, intentamos estudar alguns pontos que nos instigaram logo de saída em relação a este espaço discursivo: i. os efeitos da escolha desse nome - do Amanhã - para o referido museu; ii. a discursividade inscrita na grande escultura urbana proposta como projeto arquitetônico do MA; iii. a voz das exposições temáticas e também da curadoria, além dos deslizamentos de sentidos postos a cada tema exposicionado; iiii. o modo como a voz institucional do MA - cujo arquivo é construído muito pela tecnologia - instala (ou não) efeitos de entretenimento, interatividade ou espetáculo junto aos sujeitos leitores. O corpus será constituído a partir de recortes das exposições e acervo permanente, promovidos entre os anos de 2015, 2016 e 2017, os quais serão visitados, fotografados e documentados em visitas presenciais da pesquisadora. Intenta-se refletir sobre os desdobramentos do arquivo discursivo, o funcionamento da memória e a constituição da voz institucional em espaços museológicos como já vimos pesquisando em relação ao Museu da Língua Portuguesa, tendo agora uma outra espessura de objeto em jogo - o museu que se nomeia pelo tempo futuro. (AU)

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