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Aquicultura multitrófica integrada: produção de tilápias, hortaliças e macrófitas aquáticas em um sistema de recirculação de água

Resumo

A Aquicultura mundial tem crescido muito nas últimas décadas, devido a redução dos estoques pesqueiros e ao aumento no consumo do pescado. Assim, o desenvolvimento de novas tecnologias de produção tem sido essencial para o suprimento da oferta de pescado frente à crescente demanda. O sistema integrado de produção de peixes e hortaliças, denominado aquaponia, permite tanto a reciclagem dos nutrientes presentes na água residual de piscicultura, que são aproveitados no crescimento das hortaliças, quanto a constante reutilização da água na produção dos peixes. Desta forma, permite a redução da quantidade de insumos e, consequentemente, dos custos operacionais, bem como da necessidade de captação de água e descarte de água residuária nos cursos naturais; isso tende a facilitar o processo de licenciamento ambiental do empreendimento, um dos grandes entraves para o crescimento na produção de pescados em várias regiões do País, inclusive no estado de São Paulo. Esse sistema já é realidade em alguns países como EUA, Canadá e Austrália e apresenta alta produtividade de ambos os cultivos (peixes e hortaliças), por se tratar de um sistema de águas transparentes com alto controle dos parâmetros de qualidade de água, proteção contra intempéries e contra entrada e disseminação de pragas e doenças. No Brasil, apesar de algumas pesquisas científicas já terem sido realizadas, ainda não há um empreendimento comercial trabalhando com o sistema de aquaponia, com volume de produção, nem resultados técnicos e econômicos satisfatórios. O projeto propõe o estudo de ajustes relacionados a capacidade de sustentação do sistema, possíveis adições de bases e relação ideal entre a quantidade de peixes e hortaliças, entre outros, para viabilizar o empreendimento. Além disso, propõe a utilização de uma macrófita aquática ao final do processo para aumentar a eficiência no tratamento da água, e consequentemente, a densidade de estocagem de peixes, além de representar uma possível fonte alternativa de nutrientes para os peixes, reduzindo custos com alimentação. Acredita-se que o aumento da eficiência produtiva no sistema proposto, aliado à redução dos custos com insumos e a diversificação dos produtos comercializados, permitirá aumento também na eficiência econômica da produção. Além disso, vislumbra-se a aplicação de selos de certificação para cultivos ambientalmente corretos para valorização dos produtos gerados. Assim, a pesquisa tem o objetivo de ajustar o sistema de aquaponia, por meio da determinação de densidade de cultivo das tilápias, relação peixe-planta ideal, papel da macrófita no tratamento da água e na alimentação dos peixes e avaliar os benefícios econômicos do reaproveitamento dos nutrientes, permitindo a implantação da primeira unidade comercial de produção em aquaponia no Brasil. Na Fase 1, almeja-se estabelecer aspectos técnicos e econômicos básicos do projeto, enquanto na Fase 2, almeja-se ampliar a estrutura e os ciclos de cultivo para uma escala comercial, e estudar a utilização da lemna na alimentação dos peixes, fechando o ciclo de reaproveitamento dos nutrientes. Serão utilizadas tilápias do Nilo Oreochromis niloticus, em duas fases de crescimento distintas, e a alface Lactuca sativa L. como modelo hidropônico, em módulos instalados na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz - ESALQ/USP, em Piracicaba - SP. (AU)

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