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Teletandem institucional integrado: a construção de um banco de dados multimodal para pesquisas em Linguística Aplicada

Resumo

A modalidade teletandem institucional-integrado prevê parcerias telecolaborativas entre alunos brasileiros que estão aprendendo uma língua estrangeira e alunos estrangeiros que estão aprendendo português. As atividades são desenvolvidas por meio de ferramentas síncronas VOIP (Voice over Internet Protocol), estão vinculadas aos conteúdos programáticos das disciplinas que as integram a seus programas e são organizadas de forma a atender as necessidades de aprendizagem seguindo os princípios norteadores da prática de teletandem: separação das línguas, autonomia e reciprocidade. Os objetivos deste projeto são: (i) entender como os diversos gêneros que emergem da atividade de teletandem institucional-integrado são caracterizados; (ii) determinar como eles diferem de gêneros semelhantes que emergem em contextos similares; (iii) buscar compreender de que maneira esses gêneros se inter-relacionam; (iv) ampliar o conhecimento sobre eles para auxiliar as parcerias de teletandem entre alunos brasileiros e estrangeiro, minimizando o insucesso e promovendo a aprendizagem telecolaborativa de línguas; (v) construir um banco de dados que permita o estudo sistemático e longitudinal de parcerias colaborativas em teletandem; (vi) organizar o banco de dados, seguindo protocolo de coleta e sistematização; (vii) caracterizar o sistema de atividade em ambiente de aprendizagem teletandem como um complexo sistema de gêneros inter-relacionados. Partimos da sistematização proposta por Aranha, Luvizari-Murad e Moreno (2015) para reorganizar os dados coletados entre 2012-2015 e propor novo protocolo de coleta e sistematização a partir de 2017. Atualmente, o banco a ser reorganizado conta com um pouco mais de seiscentas e cinquenta e cinco horas (655h) de Sessão Oral de Teletandem; quatrocentos e setenta e sete (477) documentos com chats dos parceiros de Teletandem; oitocentos e quarenta e nove (849) diários de aprendizagem; cento e oitenta questionários (180) (final e inicial); mil quatrocentas e quarenta e quatro (1444) produções textuais. Esses dados serão reorganizados tendo por base a concepção do teletandem como um sistema de atividades que gera gêneros específicos e particulares ao contexto. A partir da reorganização, novas coletas (com protocolos a serem determinados) serão feitas. O banco de dados está disponível aos pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação que estudam diversos aspectos da aprendizagem telecolaborativa. Espera-se que, com o desenvolvimento do projeto, o acesso possa ser feito por outros pesquisadores vinculados a outros programas de pós-graduação e a universidades estrangeiras. (AU)

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