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Entre "Anjos e Demônios": trauma e representações ficcionais de Roger Casement

Processo: 16/22754-5
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de fevereiro de 2017 - 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Estrangeiras Modernas
Pesquisador responsável:Laura Patricia Zuntini de Izarra
Beneficiário:Laura Patricia Zuntini de Izarra
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Romance  Ficção (literatura)  Representação (artes)  Publicações de divulgação científica  Livros 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:ficção | Peça radiofônica | representação literária | Roger Casement | Romance | trauma | Estudos Irlandeses e Amazônicos

Resumo

A vida do controverso nacionalista irlandês Roger David Casement, condenado à morte por alta traição pela Coroa Britânica, inspirou a escrita de obras de diversos gêneros literários: prosa, poesia, teatro e ensaios críticos. Esta livro, baseado na tese de doutorado, tem como objetivo investigar, sob a luz da teoria do trauma, tal como sugerido principalmente, mas não exclusivamente por Cathy Caruth, Ron Eyerman e Dominick La Capra, diferentes maneiras pelas quais a figura de Roger Casement pode ser associada a eventos traumáticos que selaram as relações Anglo-irlandesas. Dessa forma, foram selecionados trabalhos que lidam com a "Vida" de Casement, como ele age a favor e contra o trauma causado pelo imperialismo como herói vitoriano em The Lost World (1910) de Arthur Conan Doyle e como uma presença oblíqua na Revolta da Páscoa de 1916 em At Swim, Two Boys de (2001) Jamie O'Neill; o trauma em torno de seu "Julgamento" e da descoberta dos Black Diaries que o levaram à forca por meio de sua representação como um "homem completo" em The Dream of the Celt (2012) de Mario Vargas Llosa e em The Dreaming of Roger Casement (2012) de Patrick Mason e, finalmente, o trauma não resolvido que persiste em sua "Vida após a Morte", como um fantasma em Cries from Casement as his Bones are Brought to Dublin (1973) e como memória traumática em The Fox's Walk de Annabel Davis-Goff. Verificamos que as representações de Roger Casement nessas obras, ainda que de formas distintas, representam uma metáfora do processo traumático em si: "Uma personificação da disjunção da temporalidade, [e] o surgimento do passado no presente" (Whitehead), visto que sua presença continua a assombrar a história do mundo transatlântico. (AU)

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