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Caracterização estrutural da proteína NS2 do Vírus Sincicial Respiratório Humano e estudo da interação com flavonóides: busca de moléculas candidatas para o desenho de antivirais

Resumo

O Vírus Sincicial Respiratório Humano (hRSV) é o principal agente causador de doenças respiratórias agudas severas (ARI- Acute Respiratory Infections) como pneumonia e bronquiolite. Trata-se de um vírus da família Paramyxoviridae, com simetria helicoidal e envelope lipídico. Possui um genoma de RNA fita simples, não segmentado, com 10 genes codificantes. Um dos fatores que contribuem para o sucesso na replicação viral é a evasão do sistema imunológico pelo vírus, processo dirigido pelas proteínas NS1 e NS2. Tais proteínas podem atuar inibindo ou neutralizando várias etapas da via dos interferons, bem como agir de forma a auxiliar o silenciamento do complexo ribonucleoprotéico (RNP) do RSV. Até o momento a proteína NS2 do hRSV não tem sua estrutura tridimensional resolvida, e também é uma proteína que não apresenta homologia conhecida. Deste modo, conhecer a estrutura e buscar ligantes promissores que possam interagir com a mesma e bloquear sua atuação é uma via para busca de potenciais antivirais e um candidato para prevenir as interações de NS2 com as demais proteínas, impedindo, deste modo, o sucesso da replicação viral. Este projeto tem como objetivo resolver a estrutura tridimensional desta proteína por ressonância magnética nuclear, investigar a interação da NS2 com os flavonóides Quercetina e Morina por espectroscopia de fluorescência e verificar as características físico-químicas de interação desta proteína com estes ligantes. Para alcançar estes objetivos serão realizadas a clonagem, expressão e purificação da proteína NS2 do hRSV e, em seguida, determinação de sua estrutura tridimensional e verificação do processo de interação. O gene NS2 será clonado em vetor pJEXpress401-T5 e expresso em bactéria Escherichia coli da linhagem Gold DE3. A proteína expressa será purificada em cromatografia de afinidade. Os resultados do presente estudo propiciarão conhecer a estrutura da proteína, identificar o sítio de interação com a quercetina e a morina, além da estabilidade da proteína, possibilitando obter um modelo de interação bem como propor modelos terapêuticos. (AU)

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