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Evento Científico: Comissões da Verdade: políticas, sentidos e práticas. Exemplos de Brasil, África do Sul e Colômbia.

Processo: 15/22761-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Organização de Reunião Científica
Vigência: 28 de março de 2016 - 29 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Teoria Antropológica
Pesquisador responsável:Adriana Maria Villalón
Beneficiário:Adriana Maria Villalón
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Política 

Resumo

Estamos no tempo das Comissões de verdade. Desde finais do século XX, este dispositivo institucional tem passado a configurar estratégias visando reorientar o funcionamento interno de diversas nações que, têm enfrentado períodos de violências estatais ou politicamente organizadas. Brasil tem ingressado recentemente nessa gramática internacional de revisão do eventos violentos passados. Assim a Lei 12528/2011 gerou a sua Comissão Nacional da Verdade, focada na pesquisa de evidências e testemunhos dos crimes cometidos durante a ditadura militar brasileira entre 1946-1988, que no 2014 finalizou seu trabalho. É de ressaltar que depois dessa CNV surgiram no Brasil outras comissões de verdade que, têm em comum o fato de pesquisarem novos períodos e tipos de violência. Destacamos a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil a iniciativa da OAB, que está desenvolvendo seu trabalho desde este ano 2015. Esta comissão coloca o Brasil quase como pioneiro no tratamento da problemática da escravidão, como violência a ser registrada e reparada. Assim, as questões que levanta integrarão este evento cientifico.Para enriquecer o analise da realidade brasileira, também serão abordados outros dois contextos nacionais significativos, a África do Sul e a Colômbia. O primeiro interessa porque sua Comissão da Verdade, criada em 1995, tornou-se referência internacional em processos de transição pós-conflito, principalmente na declaração dos algozes e na instituição de seu conceito central, o de reconciliação, como ocorrido no fim do apartheid. O exemplo da Colômbia resulta de grande atualidade, tanto pelos pontos de encontro com Brasil em relação aos movimentos por reconhecimento de direitos e terras das populações negra e indígena, como por seus processo de paz, que leva muitos anos tentando concretizar-se. Trata-se de um tema de interesse fundamental pela sua atualidade e oportunidade política, queremos colocar a Unicamp no olhar local e internacional com este evento. (AU)

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