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Detecção e caracterização fenogenotípica de ranavírus (Frog Virus 3) em ranários comerciais paulistas e avaliação da suscetibilidade de rãs-touro (Lithobates catesbeianus) à infecção experimental

Resumo

Mais de 80% da diversidade de anfíbios ocorre em regiões tropicais cujas paisagens estão sendo destruídas por fatores antrópicos. Dentre os mais reportados encontram-se a poluição aquática, a presença de espécies exóticas e doenças emergentes como a quitridiomicose e a ranavirose. O Ranavírus cuja doença chama-se Ranavirose é altamente virulento com incidência de 90% de mortalidade na maioria dos casos. Este vírus acomete tanto peixes como répteis e anfíbios. A rã-touro (Lithobates catesbeianus) é atualmente o único anfíbio criado para consumo comercial no Brasil. Já foi relatado que a ranavirose tem grande incidência nestes organismos sendo, portanto considerada uma doença de importância econômica, que causa mortes em ranários podendo inclusive ser veiculada para pisciculturas. No Brasil, os estudos com Ranavírus são incipientes. São necessários tanto estudos epidemiológicos quanto sobre o entendimento dos mecanismos de replicação viral e a patogenicidade deste grupo. Eles precisam ser realizados visando à prevenção de infecções, desinfecção de ambientes contaminados e perdas econômicas que possam ocorrer em virtude de grandes mortalidades. Assim, o objetivo deste projeto será realizar o diagnóstico molecular de ranavírus (FV3) seguido por isolamento em cultivo celular a partir de amostras de rãs-touro (Lithobates catesbeianus) obtidas diferentes ranários do estado de São Paulo e realizar a infecção experimental em animais na fase adulta e larval para avaliar a susceptibilidade destas populações. Para tanto, serão amostrados aleatoriamente animais de quatro (4) diferentes ranários do Estado de São Paulo. De cada ranário serão coletados 20 animais adultos com peso médio de 150 g e 20 girinos com peso médio de 7g, totalizando 160 indivíduos para o presente estudo. Para o diagnóstico da ranavirose (por PCR), isolamento e cultivo celular será coletado o lóbulo médio do fígado, um dos rins e o baço dos animais. Estas amostras serão processadas em pool seguindo protocolo recomendado pela OIE 2012. A Infecção experimental será por inoculação oral, com doses crescentes de partículas virais. Espera-se que os resultados deste estudo possam esclarecer dúvidas sobre o impacto da transmissão viral deste patógeno em sistemas aquáticos e melhorar a compreensão da dinâmica de disseminação desta doença no Brasil. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
OLIVEIRA, CINTHIA RODRIGUES; ALFAIA, STHEFANY ROSA; IKARI, FERNANDA LIE; TAVARES, LOIANE SAMPAIO; MORO DE SOUSA, RICARDO LUIZ; HARAKAVA, RICARDO; FERREIRA, CLAUDIA MARIS. Detection and molecular characterization of Frog virus 3 in bullfrogs from frog farms in Brazil. Aquaculture, v. 516, FEB 1 2020. Citações Web of Science: 0.
CANDIDO, MARCELO; TAVARES, LOIANE SAMPAIO; ALENCAR, ANNA LUIZA FARIAS; FERREIRA, CLAUDIA MARIS; DE ALMEIDA QUEIROZ, SABRINA RIBEIRO; FERNANDES, ANDREZZA MARIA; MORO DE SOUSA, RICARDO LUIZ. Genome analysis of Ranavirus frog virus 3 isolated from American Bullfrog (Lithobates catesbeianus) in South America. SCIENTIFIC REPORTS, v. 9, NOV 20 2019. Citações Web of Science: 0.

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